Florestan Fernandes lettre au président de MPI l'USP
Florestan Fernandes lettre au lieutenant-colonel président de l'IPM à la Faculté de Philosophie, Sciences et Lettres, Université de São Paulo Paulo.São 9 Septembre 1964.
Lord Lieutenant:
Depuis près de 20 ans, j'ai été donner le meilleur de mes efforts pour aider à construire un centre de Sao Paulo à l'université digne de ce nom. En gros, ils sont mes fautes et les petits a été ma contribution individuelle, ce but est la cible principale de ma vie, donner un sens à mes activités en tant que professeur, chercheur et un scientifique. C'est donc avec déception non dissimulée et l'indignation avec laquelle j'ai vu des écoles et instituts de l'Université de São Paulo ont été inclus dans le résumé de recherche du réseau, d'une «police militaire», qui vise à établir les repaires de la corruption et les centres de agitation subversive au sein des services publics mis à jour par le gouvernement de l'Etat.
Nous ne sommes pas une bande de criminels. Ni l'éthique de l'Université nous permettent de transformer l'école en une source de la prédication de politique partisane. Les moyens illicites d'exploitation de l'enrichissement et l'autonomisation déplacer loin soigneusement et sciemment domaine de l'éducation (l'enseignement supérieur en particulier). Dans notre pays, ne fournit que la charge de l'éducation et une lourde charge, offre attrayante, même pour quelques l'honnête, et encore moins pour le traitement contre la corruption comme un mode de vie. Une autre main, qui voulait se consacrer à l'agitation des partis politiques serait imprudent de s'en tenir à cette pédagogiques limitations relations irrémédiable exigent l'échange des générations.
Vendo as coisas desse ângulo (e não me parece que exista outro diverso), recebi a convocação para ser inquerido “policial-militarmente” como uma injúria, que afronta a um tempo o espírito de trabalho universitário ea mentalidade científica, afetando-se, portanto, tanto pessoalmente, quanto na minha condição de membro do corpo de docentes e investigadores da Universidade de São Paulo. Foi com melancólica surpresa que vislumbrei a indiferença da alta administração universitária diante dessa investigação que estabelece uma nova tutela sobre a nossa atividade intelectual. Possuímos critérios próprios para a seleção ea promoção de pessoal docente e de pesquisa. Atente Vossa Senhoria para as seguintes indicações que extraio da minha experiência pessoal e que ilustram um caso entre muitos. Formado entre 1943-1944, obtive meu grau de mestre em Ciência Sociais em 1947, com um trabalho de 328 pp. (em composição tipográfica) / o grau de doutor, em 1951 com um estudo de 419 pp. (também em composição tipográfica) / o título de livre-docente, em 1953, com um ensaio de 145 pp. (idem) / e, somente agora, acho-me em condições de me aventurar ao passo decisivo, o concurso de cátedra com uma monografia de 743 pp. (idem). Nesse ínterim, trabalhei como assistente depois de 1955. Outros colegas, que militam em setores onde a competição costuma ser mais árdua, enfrentam crivos ainda mais duros para a realização de suas carreiras. Isso evidencia, por si só, que dispomos de padrões próprios – a um tempo: adequados, altamente seletivos e exigentes, para forjar mecanismos auto-suficientes de organização e supervisão.
Não obstante, acato as determinações, que não estão a meu alcance modificar. Por quê? Por uma razão muito simples. Nada tenho a ocultar ou a temer; entendo que seria improdutivo enfrentar de outra forma tal vicissitude. A nossa Escola, por ser inovadora e por ter contribuído de maneira poderosa para a renovação dos hábitos intelectuais e mentais imperantes no Brasil, foi vítima de um processo de estigmatização que muito nos tem prejudicado, direta e indiretamente. Não podendo destruir-nos, os agentes da estagnação cultural optaram pela difamação gratuita e pela detratação sistemática. Ambas não impediram que a nossa Escola avançasse, até atingir sua situação atual, ímpar no cenário cultural latino-americano. Conseguimos sobreviver e vencer, apesar dessa resistência tortuosa e dos seus efeitos nocivos. Cada professor que desse, nas atuais circunstâncias, vazão aos seus sentimentos e convicções pessoais, recusando-se a submeter-se ao inquérito policial militar estaria favorecendo, iniludivelmente, esse terrível jogo, para o desdouro final da nossa Escola.
Ao aceitar, pois, a posição a que me vi reduzido, faço-o sob plena consciência de deveres intelectuais maiores, a que não posso fugir ou desmerecer. Todavia, esse procedimento não envolve transigência ou omissão. Como no passado, continuo e continuarei fiel às mesmas normas que sempre orientaram o meu labor intelectual, como professor, como pesquisador e como cientista. Não existem dois caminhos na vida universitária e na investigação científica. A liberdade intelectual, a objetividade eo amor à verdade resumem os apanágios do universitário e do homem de ciência autênticos. Estamos permanentemente empenhados numa luta sem fim pelo aperfeiçoamento incessante da natureza humana, da civilização e da sociedade, o que nos leva a perquirir as formas mais eficientes para aumentar a capacidade de conhecimento do homem e para elevar sua faculdade de agir com crescente autonomia moral. Não desertei e nem desertarei dessa luta, a única que confere à Universidade de São Paulo, grandeza real, como agente de um processo histórico que tende a incluir o Brasil entre as nações democráticas de nossa era.
Aproveito o ensejo para subscrever-me, atenciosamente,
Florestan Fernandes
Hon. Senhor Coronel
Bernardo Schomam
Presidente do IPM na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo
Je CATTOLICI ITALIANI
Par Antonio Gramsci
I giornali così detti liberali dedicano molto spazio ai «retroscena» e ai pettegolezzi di sacrestia o di caffè intorno ai nuovi atteggiamenti che stanno assumendo i cattolici italiani e all'intenzione, che va maturando e concretandosi, di costituire un grande partito nazionale cattolico,(1) che attivamente si inserisca nella vita dello Stato con un programma proprio distinto, e lotti per diventare il partito di governo, la corrente sociale che imprime allo Stato la forma peculiare alla sua particolare ideologia e ai suoi particolari interessi nazionali e internazionali
Il costituirsi di un tale partito segna il culminare di un processo di sviluppo ideologico e pratico della società italiana che è essenziale nella storia politica ed economica del nostro paese: il problema centrale della vita politica, riguardante la forma e la funzione dello Stato capitalista, si avvia ad una soluzione rapida e aspre lotte si profilano per l'avvenire prossimo tra i vari ceti borghesi. Perciò i giornali così detti liberali, che aborrono ogni lotta in quanto possibile inizio di vasti rivolgimenti sociali, cercano svalutare preventivamente l'efficienza della nuova organizzazione che sta costituendosi, annegando le notizie e le discussioni in una palude di pettegolezzi e di chiacchiere ciarlatanesche. Ma non certo le vacue esercitazioni letterarie dei giornalisti chiacchieroni arresteranno l'inesorabile processo di dissoluzione della vecchia società italiana e lo sferrarsi delle lotte in seno alla classe dirigente e il proletariato rimbocca già le maniche per apprestarsi al suo compito di seppellitore.
L'idea dello Stato liberale o parlamentare, proprio della economia liberista del capitalismo, non si è diffusa in Italia con lo stesso ritmo e la stessa intensità che nelle altre nazioni. Il suo processo di sviluppo storico si è urtato irriducibilmente con la quistione religiosa, o meglio col complesso di problemi economici e politici inerenti ai formidabili interessi costituitisi in tanti secoli di teocrazia. La vita dello Stato italiano ne è stata raggrinzita, e il partito liberale al governo si è ipnotizzato in un problema politico unico, quello delle relazioni fra lo Stato e la Chiesa, tra la dinastia e il papato. I fini essenziali dello Stato laico furono trascurati o impostati empiricamente, e l'Italia nei sessant'anni del suo essere Stato non ebbe una vita politica economica, finanziaria, interna ed estera, degna di un organismo statale moderno: naturalmente non ebbe neppure una politica religiosa, poiché l'attività di uno Stato o è unitaria e audacemente tesa ai suoi fini più essenziali, o è solo rappezzatura e basso compromesso di consorterie.
Allo sviluppo dello Stato nuovo italiano mancò la collaborazione dello spirito religioso, della gerarchia ecclesiastica, la sola che potesse accostarsi alle innumeri coscienze individuali del popolo arretrato ed opaco, percorso da stimoli irrazionali e capricciosi, assente da ogni lotta ideale ed economica avente caratteri organici di necessità permanente. Gli uomini di Stato furono assillati dalla preoccupazione di escogitare un compromesso con il cattolicismo, di subordinare allo Stato liberale le energie cattoliche appartate e ottenerne la collaborazione al rinnovamento della mentalità italiana e alla sua unificazione, di suscitare o rinsaldare la disciplina nazionale attraverso il mito religioso.
Non era possibile conciliare due forze come lo Stato laico e il cattolicismo assolutamente irriducibili. Perché il cattolicismo si subordinasse allo Stato laico, sarebbe stato necessario un atto di umiliazione dell'autorità pontificia, una rinunzia alla vita da parte della gerarchia ecclesiastica: solo con la forza e con l'audacia lo Stato avrebbe realizzato la sua volontà, con la dissoluzione degli istituti giuridici ed economici che potenziano socialmente il cattolicismo. Il partito liberale non ebbe l'audacia e la forza che sarebbero state necessarie: la tattica dittatoriale della Destra non dette i risultati sperati, e lo Stato italiano minacciò spesso di scompaginarsi per le reazioni violente popolari alla sua politica. Il partito liberale divenne opportunista, mandò in soffitta le sue ideologie ei suoi programmi concreti, si frantumò in tante cricche quanti sono i centri mercantili italiani, divenne vespaio di congreghe elettorali e di agenzie per il collocamento e la felice carriera di tutti gli sfaccendati e di tutti i parassiti. Così snaturato e corrotto, senza unità e gerarchia nazionale, il liberalismo finì col subordinarsi al cattolicismo, le cui energie sociali sono invece fortemente organizzate e accentrate e posseggono, nella gerarchia ecclesiastica, una ossatura millenaria salda e preparata a ogni forma di lotta politica e di conquista delle coscienze e delle forze sociali: lo Stato italiano divenne l'esecutore del programma clericale, e nel patto Gentiloni, culmina un'azione subdola e tenace per ridurre lo Stato a una vera e propria teocrazia, per sottoporre l'amministrazione pubblica al controllo indiretto della gerarchia ecclesiastica.
Ma nel piano est politique, en cui Pochi rappresentativi operano Individui, il gerarchia cattolicismo manger ouvertement autoritaires trionfo dello Stato dell'ideologia laïque et libérale nell'intimità sociale molto i Fatti svolgono se différenciation. Il Fattori reagisce économique puissante difficile de concilier della società sulla italienne; le capitalisme il inizia la dissoluzione dei rapporti tradizionali familiare all'istituto inhérents mythe al et religieux. Il principe d'autorità viene dalle scosso Fondamenta: diventa prolétariat agricole et la foule aspire, PUR sia faiblement et vaguement, Indipendenza alla dal leur mythe religieux: la gerarchia ecclesiastica, nei Suoi Ordini infériorité, joint auto costretta une prendere posizione nella lotta di classe intensità delineantesi toujours con Majeur et distinzione.
Nel seno del cattolicismo Sorgono le Tendenz modernistiche democratiche manger et provisoire di comporre, nell'ambito religieux, i conflitto nella società émergents moderna. La ecclesiastica gerarchia résiste et il se dissout d'autorità Democrazia Cristiana, ma il suo prestige et son lui-même la forza Piegan dinanzi incoercibili alle necessità degli interessi locali al intrecciatisi mythe religieux: que disperde i campioni della Riforma Piccoli, ma che la sostanza del fenomeno dipende produzione della dallo Sviluppo capitaliste, si attenuata nella anche et son irrigidita spontaneità storica, Tuttavia et agit inévitablement rester. Je cattolici esplicano un'azione sociale più grande et toujours Profonda: organizzano prolétaires masse, Fondane coopérative, mutuelle, Banche, Giornale, si tuffano nella vita pratique, il nécessairement intrecciano loro attività dello Stato all'attività laïque et finiscono, col loin dipendere Fortune Fortune dalla le di esso dei loro interessi particolari. Et Gli uomini con gli interessi trascinano Idéologie sé le: lo Stato il assorbe mythe religieux tend à uno di strumenti farsene gouvernement, l'atto gli spingere agression delle Forza Nuova, assolutamente Laich, organizzata socialisme dal.
La guerra ha processus d'accélérer questions dissoluzione del mythe religieux et intimes dottrine legittimiste delle proprie della gerarchia romaine ecclesiastica: processus de la guerre ha accélérer considérablement l'antithèse il di Sviluppo storico dello Stato laïque et libérale Sorto viennent appunto del legittimismo Pontifical romain. L'idéologie Cattolica et percorsi riformistiche actuelle nuove Trovan espressione che anche più nei eminenti assertorique delle politiche dottrine romane: il marquis Filippo Crispolti pizzica colascione per il al inneggiare Wilson, le manifeste de l'ONU delle Organizzazioni cattoliche Affermo dell'Intesa è che Vittoria vittoria la del Cristianesimo (senza Aggettivi) contro il luteranesimo autoritaire et qualifie di 'Negazione di Dio "La cattolicissima Autriche, perché intolérantes, perché non vi Stato il a été costruito consensus sud dei gouvernorat. Cependant, il del Cristianesimo Wilson - sous forme de moyenne UPO Dato ed ispirato programmi politique et fini Generali, di moralitas internazionale nazionale pubblica ed, i Popoli proposition - il est pur calvinisme. Il papa e le dottrine cattoliche non hanno (e non avere potevano) contributif par nulla alla del programma ideazione wilsonienne: il Papa è se Rivolto toujours là souveraine, AI non Popoli, legittima all'autorità toujours par Lui, non silenziose moltitudini alle; mai Il Pontefice romaine lanciato avrebbe l'ai Popoli incitation ribellione alla contro i Poteri costituiti degli Stati dinastici et militariste, esprimevano che la propria forma di società delle politiche cattoliche dottrine. Par comparaison una une quella del predicazione Wilson papa è stato il privato del potere temporale sudditi vous dormirez alla ribellati votre THÉOCRATIQUE autorità: l'idéologie wilsonienne della Società delle Nazioni L'E propria del idéologie du capitalisme moderne, che vuole l'libérerait individuels ogni ceppo de l'dipendenti Collettivo autoritaires Strutture economiche precapitalistiche, par la instaurare Cosmopolis Borghese funzioni dans più di una gara sfrenata all'arricchimento con individuels solo possibile la caduta dei Monopoli nazionali dei Mercati del mondo: L'E anticattolica idéologie wilsonienne, è antigerarchica , démon è la Rivoluzione capitaliste che il papa ha toujours esorcizzato, senza di riuscire l'difendere contro il patrimonio Tradizionale cette politique et économique féodale del cattolicismo.
Il cattolicismo, mange et mange gerarchia dottrina, ESCE disfatto dalla Vittoria dell'Intesa, speciale en Italie, colombe esso ha la trouve. Trionfano, en mezzo alla Borghese et al Popolino disorganizzato, le Tendenz libéralisation del calvinisme: l'dello Stato idée était de les manger coscienza è affermata dispositif politique. Lo Stato italiano non ha più Bisogno dell'ausilio dell'energia infrenare Cattolica par le Forze sociali immatures storia alla. Lo Stato libero è dalle provocations preoccupazioni d'ordine romana questione internazionale dalla, UPO svilupparsi secondo la sa prolétarienne laïque et anticattolica, UPO svilupparsi et attraverso una Rivoluzione, trasformarsi du parlementarisme dans le système soviétique de l'ONU di Essenza.
Je lui-même cattolici aggrappano alla realtà che al loro controllo sfugge. Il mythe religieux, dit manger coscienza diffusa che dei Valori Suoi tutte le attività della vita et gli Organismi individuale et Colletti, se dissout, se già in Italia Altrove et diventa politico Partito final. Alla laicizza Si rinunzia, son universaliste, par la pratique Volonté diventare céto particolare di Borghese des Nations Unies, propones Che lui-même, gagner il governo dello Stato, oltre che la conservazione dei generali della classe privilégiée, la conservazione dei dei particolari Suoi privilèges adhérentes.
Il Partito dei Costituirsi cattolici dans Fatto storia della politiques è più grande il dopo italienne du Risorgimento. Classe I quadri Borghese della se scompaginano: nom de domaine il dello Stato verre ASPR raide et non è che il escludere Partito de Cattolica, son puissant organizzazione par la Nazionale accentrata en poche mani capaci, Riesco Vittoriosa concorrenza nella dei Ceti libéralisation et de protection della Borghese laici , corrotti, senza di ideale discipline Vincoli, senza Unità nazionale, di Basse congreghe vespaio bruyant et consorterie.
Par l'intime de son struttura della necessità, par gl'inconciliabili conflitto degl'interessi individualité et di gruppo, La Classe Borghese STA par moment des Nations Unies pour entrer et costituzionale di crisi che i Suoi Proietti nell'organizzazione effetti dello Stato, il proprio Mentre prolétariat agricole et des ballades urbaines, nell'idea dei soviétique, il broches della Rivoluzione votre énergie, l'idée compaginatrice nuovo dell'ordine internazionale.
* AG siglato, Avanti!, Ediz. Piemontese, 22 dicembre 1918.
1. Fu alla fine del 1918 Infatti infittirono che vous et moi Contatti par le Riunione donner vita al Partito Popolare Italiano che doveva vedette affacciarsi alla Nazionale della vita del nel gennaio 1919 con l'appello "Ai ai liberi et Forti". Voir Gabriele De Rosa, Storia del Cattolico en mouvement Italia, vol.II, Bari 1966, pp. 1845.
Tratto [de A. Gramsci, Scritti politique, la guérison Spriana di Paolo, la guerre la, la Russie Rivoluzione ei nuovi problemi del socialisme italien (1916-1919) vol. 1, Editori Riuniti, Rome 1978, p. 224-228]
Temi alcuni DELLA SUD QUESTION
Par Antonio Gramsci
Lo Spunta par note Queste è stato Dato dalla pubblicazione, nel avvenuta Chambre Stato del 18 settembre, di ONU articolo Sud Sud problème, Firmat Ulenspiegel, (2) che la Rivista della redazione ha Fatto des Nations Unies precedere esordio alquanto bouffe. Ulenspiegel dà notizia, nel suo articolo, ces dernières del libro di Guido Dorso (La Rivoluzione Meridionale, éd. Piero Gobetti, Turin 1925) et accenna al Giudizio che ha dato il Retour Intorno all'atteggiamento sulla questione del nostro Partito del Mezzogiorno; Nel suo esordio, la Chambre redazione del Stato, che di costituita se proclame "conoscono giovani che perfetto nelle sue Linee Generali (sic) il problème du Sud», proteste Colletti che per il Fatto Possani riconoscere se donnaient le «mérite» communiste al Partito. Et fin jeu. niente di hommes, i giovani del tipo Chambre Stato, Hannon, de temps et de luogo ogni, alla Fatto Avis sopportare altre la lettre de Ben et de protestation, senza che la carte Ribelli lui-même. Ma poi questi "Giovani" aggiungono testualmente: "Non abbiamo dimenticato che la formule magica comunist dei Torinesi était: dividere latifondo il tra i prolétariat rural. È quella agli con ogni formule antipode sana del réalistes VISIONE Sud problème. " Des espèces et chi mettere le cose un poste, poiché di "solo magique" esiste l'improntitudine il et peu profondes dilettantes dei giovani "Stato del Scrittori chambre.
(1) Questo Saggio, base de jeu. sulla Pubblicato del PCI del nell'Archivio conservatoires manoscritto, Pubblicato per la prima retour fu dans gennaio 1930 Parigi nel su Lo Stato operaio, dalla seguente preceduto note: "Nel 1926 nei mesi che il suo precedettero immédiatement saisie, il Compagno Gramsci la di una pubblicazione préparés idéologiques Rivista del nostro Partito. La questione sarebbe Stata Meridionale de esaminata Lui nei primi numeri della Rivista di dans una serie articoli che ormai Egli AVEVA prêts et lire che ad alcuni Compagni Centrale del Partito della. Pubblichiamo oggi uno di questi articoli, così viennent venuto è dans nostro possédait, dopo mille vicende. Lo scritto è non complet et, probablement, sarebbe stato ancora ritoccato dall'autore mer et la ... ". Gli altri articoli cui non sono stati se accenna Trovato.
(2) Pseudonyme di Tommaso Fiore di Collaborateur Rivoluzione libérale.
La «formule magique» est Inventati di Sana Pianta. Dévono avere ben poca stima dei loro lettori intellettualissimi i "Giovani" Quatrième del con stato Osano est beaucoup loquacité sicumera capovolgimenti simili della Verità. Ecco, Infatti, l'ONU dell'Ordine Brano Nuovo (numéro 3 gennaio 1920) riassunto nel quale è il punto di vista dei Torinese comunist:
La soggiogato Settentrionale Borghesi l'ha sud de l'Italie et d'isoler et de le ha le Colonie di ridotte l'sfruttamento; prolétariat Settentrionale il, l'émancipation se stesso dalla schiavitù capitaliste, émanciper le masse Contadine Meridionali asservite alla del bancaire et all'industrialismo parassitario Settentrione. industriale prolétariat Rigenerazione La économiquement et politiquement devrait non essere dei contadini Ricercare una dans Divisione delle terre incolte coltivate et le mal, ma nella Solidarietà del Che ha Bisogno, votre dos, della Solidarietà contadini dei, che ha «intérêt» acché il capitalisme non Terrier Rinascimento et économiquement dalla proprietà ha l'Italia Meridionale acché intérêt et non diventino Le Isole di una base militare capitaliste controrivoluzione. Imponateur operaio sull'industria il controllo, il l'industria prolétariat rivolgerà alla produzione di macchine agricole par i contadini, di Stoffe et Calzature par i contadini, de l'énergie di Elettrica par i contadini; éviter Che più oltre l'Industria e bancaires sfruttino la i soggioghino contadini manger et lire Schiavi alle loro casseforti. nella fabbrica Autocrazia l'Spezza, Spezza l'apparat opprimer dello Stato capitaliste, en le présentant operaio Stato che i soggioghi alla capitaliste utile legge del lavoro, gli Operai spezzeranno tutte le Catene tengono avvinghiato il che alla Contadino sa misère, ses disperazione alla, l'introduction de La operaia dittatura, avendi dans le mano Industrie e le Banche, il l'immense prolétariat rivolgerà Potenza dell'organizzazione Statale par sostenere contadini i loro nella lotta contro i spécialités, con la natura, con la miseria, il donne crédit contadini par intérim, instituée, qui coopérative le, et s'assurer qu'il sicurezza dei Beni personale contro i saccheggiatori, fonctionnera le pubbliche di di Risan et irrigazione. Les questions seront tutto è perché suo n'ose augmentation Agricol alla produzione intérêt, perché è suo avere intérêt et Conservare Solidarietà la delle masse Contadina, suo perché è la produzione industriale intérêt rivolgere le rythme et la di lavoro di campagna utile et Fratellanza fra città, TRA et Settentrione Mezzogiorno (3).
(3) Voir Operai contadini et, dans Ordine Nuovo 1919-1920, Einaudi, Torino 1954, pp. 317-18.
È stato Ciò scritto nel gennaio 1920. Sono sette anni Passat et Noi siamo più di sette anni anche Anziani politique; qualche concetto oggi potrebbe essere expresso Meglio, potrebbe et dovrebbe essere il Meglio période distincte immédiatement successives conquête alla dello Stato, caratterizzato dal semplice controllo operaio sull'industria, donner périodiquement SUCCESSIVES . Ma mater il Notare che chi et che il concetto Fondamentale comunist Torinesi dei non è stato la "formule magique" Divisione della del latifondo, della ma mater politiques tra Operai Alleanza del Nord et contadini del Sud par la Borghese rovesciare dal potere di Stato: non solo, ma proprio i comunist Torinese (Che sostenevano pure mange subalterne all'azione Solidale classi delle due, la divisione delle terre) mettevano à Guardia contro le illusion "Miracoli" spartizione sulla meccanica dei latifondi. Nello stesso articolo Del 3 gennaio 1920 è scritto:
Cosa povero ottiene Terre des Nations Unies Contadino invasion una incolta coltivata mal? macchine Senza, La Senza luogo di lavoro un'abitazione sud, le crédit de temps il senza par attendere del Raccolta, che senza istitu coopérative acquistino raccolta il stesso (si il Contadino Arriva senza prima raccolta al Essers impiccato al più delle boscaglie Bush forte agitation meno al Je terre incolta selvatico della!) et Salvino degli dalle grinfie usurai, UPO cosa ottenere povero des Nations Unies dall'invasione Contadino?
E Tuttavia noi eravamo molto per la formule par nulla réaliste et «magique» des terres par intérim della contadini, ma che volevamo c'était inquadrata dans azione una delle due Rivoluzione generale alleate classement, sotto la Direzione del prolétariat industriale. Scrittori gli hanno Stato del Chambre Inventati di Sana pianta la "formule magique" Torinese attribuita comunist par intérim, dimostrando così la loro di poca serietà pubblicisti e il loro di poco scrupolo intellettuale la pharmacie di Villaggio, et questi sono anche che Message Images Elementi politique et y Portaña conseguenza.
Nel camp prolétarien, je comunist Torinesi avut hanno des Nations Unies «mérite» incontestabile: La questione di aver impôt Meridionale dell'avanguardia operaia all'attenzione, venez uno dei problemi prospettandola essenziali nazionale della politique del rivoluzionario prolétariat. Dans le sens questo ESSI hanno contributif pratiquement autant uscire la questione dalla Meridionale sa phase confuse, intellettualistica, cosiddetto "Concrete", par FARL Pour entrer dans una nuova et de phase. L'operaio rivoluzionario di Torino et Milan diventava protagoniste questione della il du sud et non più i Giustino Fortunato, je Gaetano Salvemini, Eugenio gli Azimonti, gli Arturo Labriola, par non citer che i nomi dei Santoni CARI ai "Giovani" Stato del chambre .
Je comunist Torinesi se concrètement Erano posti la questione dell 'egemonia del prolétariat », dittatura base della CIOE della sociale prolétarienne et operaio dello Stato. UPO diventare il prolétariat la classe dirigeante et dominante dans nella misura cui Riesco un système des Nations Unies creare Alleanza di di di che gli classement permetta mobilitare contro il Borghese capitalisme et lo Stato della popolazione la maggioranza lavoratrice, cio che signifie, en Italie, nei di rapporti effectués esistente classe en Italie, nella misura en cui Riesco larghe une ottenere consensus il delle masse Contadine. Ma questione è la storica in Italia Contadina déterminée, non è la "questione agraria Contadina et" generale, en Italie La questione Contadina ha par la tradizione italienne déterminée, déterminée par tipiche storia della il Sviluppo question italienne en raison de clichés et de particularités, La question la questione du sud et du Vatican. Conquistare maggioranza la delle masse Contadine moyens dunque, par prolétariat italien il, la quête de la mesure propre raison Questioni dal punto di vista sociale, le comprendere esigenza di che classe qui rappresentano, incorporare Queste esigenza nel suo programma di rivoluzionario transizione, ivre Queste esigenza tra le poursuivre rivendicazioni di lotta.
Problème de risolvere Il Primo, par comunist i Torinese, a été pour réprimer l'indirizzo di Modifier et el'ideologia politiques stesso generale del prolétariat mange nazionale che nel élément vivre complesso della vita Statale et subisce inconsapevolmente l'influenza della scuola, Giornale del, della Borghese tradizione. È noto quale sia Stata diffusa l'idéologie afin capillare dai propagandiste Borghese della nelle Settentrione masse del: il Mezzogiorno è che la Palla di Piombo impedisce rapidement progressive più civile dell'Italia allo Sviluppo, je Meridionali sono degli essere biologiquement inférieures, j'ai donné le semi-barbares Barbari naturale complets par destination si arretrato è il Mezzogiorno, la del Colpa non è di qualsivoglia le système capitaliste, car storica altra, ma della natura che ha Fatto i Meridionali fauteuil, d'incapacité, criminelle, barbare, la chance matrigna assaisonnement question l con ' esplosione purement individuelle di Grandi Geni, che sono venir Le Palme dans les zones arides de l'ONU et Solitario désert stérile. Il Partito il fu socialiste en grande partie Veicoli di Borghese nel prolétariat Settentrionale question l'idéologie; Il Partito socialiste Décédé chrême suo il une letteratura tutta la "sud" della cricca cosiddetto della Scuola di Scrittori positive Ferri je mange, je Sergi i Niceforo, gli hey Oran seguaci minorités, le Che en articoli, dans Bozzetti, en Novelle, dans les romans, dans les libri di ripetevano Ricordi di et impressionne à bien des égards il stesso ritournelle; ancora una autour de lui "Rivolta ère Scienza" un schiacciare lamentablement et je gli sfruttati ma question au sujet de cette ammantava dei colori lui-même socialiste, pretendeva essere La scienza del prolétariat.
Je comunist Torinesi reagirono fortement contre l'idéologie question, propriétaire d'un Torino, le descrizioni colombe et je Racconti dei guerre Veterany della contro il «brigandage» nel Mezzogiorno et influenzato Majeur nelle Isole avévano la tradizione popolare et lo spirito. Reagirono vigoureusement sous forme pratiche, riuscendo ad ottenere risultati di grandissimo mise Portato storica, ottenere ad riuscendo, proprio une Torino, di quella che embryonnaires Sara la soluzione del Sud problème.
D'altronde, la guerre già della prima lui-même était à Turin verificato des Nations Unies episodio che potenza conteneva dans tutta l'azione e propagande la svolte dopoguerra comunist dai nel. Lorsque, nel 1914 par la mort di Pilade Gay, rimes vacants IV il Collegio della città fu et le mettre questione del nuovo candidats, l'ONU sezione della gruppo parti socialiste facevano del quale i futuri redattori dell'Ordine Nuovo, il progetto di fans presentare manger candidats Gaetano Salvemini. Salvemini ère allora il più l'esponente Avanzato sens de la masse radicale della del Mezzogiorno Contadina. ère Egli fuori del Partito socialiste conduceva Anzi con il Partito socialiste una campagna vivacissima et pericolosissima, perché le poursuivre affermazioni e le sue accuser, nella masse lavoratrice Meridionale, en solo diventavano cause non di odio contro i Turati, Treves i, i D'Aragona MA contro il nel suo complesso prolétariat industriale. (Molt pallottole delle Régie che nel le guardie scaricarono '19, '20, '21, '22 contro gli Operai Erano fusible Piombo dello stesso che gli articoli servir stampare del Salvemini). questions tarif Tuttavia Gruppo Torinese voleva un'affermazione sud nom del Salvemini, al sens nel che Salvemini stesso fu dal ÉPONSE Compagno Ottavio Pastore recatosi a Firenze par avere il alla candidat de consensus, «Gli Operai eleggere vogliono ONU di Torino per i Deputati contadini pugliesi. Gli Operai di Torino sanno che nelle elezioni generali del 1913, i di di Molfetta contadini et Bitonto Eraña, maggioranza stragrande nella loro, favorevoli al Salvemini, appuyez sur la amministrativa del Giolitti gouvernement e la violenza dei della Polizia ha MAZZIERO et empêche contadini pugliesi ai di ESPRIMERSI. Gli Operai di Torino non domandano sorta di impegno al Salvemini, Partito di eh, eh di programma, hein di gruppo discipline al parlementaire; il una Salvemini lui-même de retour Eletto richiamerà intérim contadini Pugliesi, non agli Operai di Torino, i quali la elettorale faranno propagande secondo i loro Principi et non par Saranno nulla del Salvemini impegnata politique dall'attività. "
Il Salvemini non volle accettare la candidature, a été quantunque Rimasto scosso et la proposition persino dalla commosso (dans le temps quel vous Parlavà non ancora di «perfidie» communiste, et je vais personnalisé Erano Onesti lieta) Egli Proposer Mussolini se impegno le candidat lui-même et le venire Torino per il Partito socialiste elettorale sostenere lotta nella. Tenne Infatti raison Comizi alla grandeur Camera del Lavoro de Piazza Statuto, et tra la vedeva Lui Che pâtes ed il applaudi dans rappresentante dei opprimer contadini Meridionali et sfruttati en Forme ancora più che il odieux et le prolétariat Settentrionale bestiale.
L'indirizzo, potenzialmente contenuto épisode en question, che non Ebbe Sviluppo Maggiori solo par la Volonté del Salvemini, et Applicata dai fu ripresa nel comunist del dopoguerra période. Vogliamo Ricordare i più Fatti contraintes et sintomatici.
Nel 1919 l'Associazione della lui-même comme «Giovane Sardegna», (4) et esordio premesso di quel che sara più tardi Il Partito Sardo d'Azione. La gouvernement "Giovane Sardegna" SI proponeva UNIRE di tutti i sardi Dell'Isola del continent et dans regionale di un casque esercitare Blocco presse un'utile sud par le ottenere promesse che fossero gras mantenute pendant son intérim de guerre Soldati, l'della organizzatore " Giovane Sardegna nel continent "a été Nations Unies conte professeur Pietro NURR, socialiste, che oggi fa molto del gruppo probablement partie di giovani" che nel stato Chambre scopre qualche nuovo ogni settimana Orizzonte de esplorare. aderivano Vi enthousiasme CREA che con l'probabilit di ogni nuova Croci poissons, commandant et medaglini, avocats, enseignants, funzionari. costituente assemblea L', les appels à Turin par i sardi Abitante Piemonte nel, riuscì nombre impressionnant per il degli intervenuti. C'est dans povera maggioranza nous, qualifie le caractère distinctif senza Popolano, manovali d'officine, Piccoli pensionnat, ex carabiniers, guardie prison ex, ex Soldati di Finanza che Piccoli negozi esercitavano svariatissimi; Erano entusiasmati dall'idea di tutti tra Ritrovarsi compaesani, Discorsi di sentire sulla loro alla quale terres continuavano ad essere légat du innumerevoli Fili di proches, amicizie di, di Ricordi, di Sofferenza, di speranze: La Speranza di paese ritornare loro al, MA ad Ricco ONU più paese et à s'épanouir, offrisse che di vivere le Condizioni , sia pure modestie.
(4) Mouvement de fondato Emilio Lussu.
Je comunist sardi, en nombre précis di otto, si alla Riunione recarono, alla loro una presentarono mozione Presidenza, domandarono di una controrelazione tarif. Dopo il Discorso infiammato et rhétorique ufficiale del rapporteur, les parures di tutte le Veneri et régionalistes gli dell'oratoria Amorino, dopo che gli avévano intervenuti Pianto intérim Ricordi del dolor sang Passat del et la polyvalence dans la guerre Reggimenti dai Sardi, et d'autres beaux entusiasmati Erano al all'idea Blocco del Delirio di tutti i Figli della COMPATTO générosité Sardegna, a été molto difficile "piazzare" La controrelazione; le Previsioni ottimistiche Erano si non il più linciaggio, il meno passeggiata par una fine dopo essere stati dans questura Salvati dalle conseguenza del " sdegno folla della nobile. La controrelazione si elle soulève d'énormes pero fu stupefazione una ascoltata con ATTENZIONE, et de s'unir autour rotto l'Incanto, rapidement, si pur méthodiquement, vous giunse Rivoluzione alla Conclusione. Il dilemme: voi siete, Poveri di Diavoli sardi, Signori par l'ONU Blocco coi di Sardegna che hanno rovinato VI et le sommeil i locali dello sorveglianti sfruttamento capitaliste, Blocco la Convention des Nations Unies siete par gli Operai rivoluzionari del continent, che tutti gli vogliono abbattere sfruttamenti ED emancipare tutti gli opprimer? - Penetrare Fatto dilemme fu questions nei dei Cervelli présents. Il fu vote de l'ONU par formidabilis division succès: la part de l'ONU di una gruppetto sgargianti Signori, di funzionari à Tuba, di professionisti rabbin et dalla dalla livide paura di una con Quarantie poliziotto par contour di consensus, et dall'altro tutta la moltitudine dei Poveri Diavoli delle Donnette vestita et le parti Intorno alla piccolissime Cellula communiste. dopo un'ora, alla Camera del Lavoro a été costituito il Circolo Sardo con socialiste inscritti éducatif 256; La Costituzione della Sardegna rinviata Giovane fu "indéfiniment et non luogo Ebbe mai.
Fu base la politique dell'azione question condotta fra i Soldati della Brigata Sassari, la Brigata composizione presque entièrement regionale. La Brigata Sassari AVEVA Repressione parteciper alla del moto di Torino dell'agosto insurrezionale 1917; ce fut lui-même avrebbe che non sicuri mai fraternizzato con gli Operai par i Ricordi di odio che ogni Repressione anche nella lascia con gli strumenti della folla matérialisée répression et nei Reggimenti per il Ricordo dei Soldati caduta sotto i colpo degli insorti. La Brigata Accolti la fu una folla di Signoria et offrivano signore che intérim Fiori Soldati, Sigar, Frutta. Lo stato dei Soldati d'animo est la question caratterizzato racconto di ONU operaio conciatore di Sassari, Addetta sondaggi ai primi di propagande: "Mi sono ONU avvicinato Bivacco Di Piazza X (i sardi nei primi giorni Soldati bivaccarono nelle Piazze venir à Città una Giovane conquistata) et Ho con Parlato des Nations Unies che mi Contadino AVEVA Accolti cordialement perché di Sassari viennent Lui. Cosa siete tarif Venuti à Turin? ". «Siamo Venuti Sparare la contro i Signori che Fann sciopero. «Ma non sono i Signori apaiser sciopero Fann che, sono gli Operai Poveri et le sommeil." "Qui sono tutti Signoria: hanno il la Collette et Cravatt: guadagnano 30 lires al giorno. Je li io Poveri nous manger et dormir afin vestita, le Sassari, SI, ci sono molto Poveri; tutti "gli Zappatore" siamo Poveri et 1,50 guadagniamo al giorno. "Ma anche io sono povero operaio et le sommeil." «Vous savez povero perché sarde sais." "Ma est con gli altri io Faccio sparerai sciopero contro di me?". Il Soldato rifletté un poco poi una mano sulla mettendomi spalla: «Je me sentais si con gli altri sciopero FAI, a quitté la maison."
Questions, il spirito della stragrande maggioranza Brigata avait solo che di un piccolo nombre Operai Minatori del Bacino di Iglesias. Eppure, Pochi mesi dopo, alla vigilia dello sciopero generale del 20 à 21 luglio, allontanata la fu Brigata de Turin, je Soldati Anziani Furon congedati devise e la Formazione dans Tre: l'ONU fu IIIe terme d'Aoste, Trieste l'ONU tiers, l'ONU troisième Rome. Brigata fu La Notte di partire Fatta, all'improvviso; li nessuna élégante applaudi folla Alla Stazione; i loro Canti si Erano anch'essi Guerrieri, avévano non più di contenuto stesso vous apaiser cantate all'arrivo.
Avvenimenti Questi sono senza rimasti conseguenza? Non, ESSI hanno risultati che ancora oggi avut sussistono et Profondita SUITE ad nella operare popolare pâtes della. Essi hanno Illuminato par l'ONU moment Cervelli che non avévano mai Direzione et réfléchie dans quella che sono rimasti impressionnante, modificata radicalement. I nostri sommeil Archivi Andata dispersés; molte carte sono état de la confiscation par distrutte noi stesso provocare non et persecuzioni. Ma Noi Ricordiamo Decin et centinaia Giunta di lettere dalla Sardegna alla torinese redazione de L'Avanti!; Lettere Spesso collettive, Spesso le tutti gli Firmat ex Combattenti della déterminée de l'ONU paese di Sassari. base par incontrollate et Vie incontrollabili, l'atteggiamento des politiques sostenuto auto diffondeva noi; La Formazione del Partito Sardo d'Azione fu NE alla vivement influenzata, sarebbe possibile Ricordare questo proposito l'épisode et Ricchi di contenuto di significative.
L'ultima ripercussione controllata di azione la question elle-même Ebbe nel 1922, con gli stesso propositi che per la Brigata Sassari, inviati Furon Torino 300 carabiniers della légionelles di Cagliari. Ricevemmo, alla redazione dell'Ordine Nuovo, una dichiarazione di principio, firmata da una grandissima parte di questi carabinieri; essa echeggiava di tutta la nostra impostazione del problema meridionale, essa era la prova decisiva della giustezza del nostro indirizzo.
tarif doveva prolétariat il suo questions indirizzo par la politique efficienza Dargle: la chaleur et sottinteso. Nessuna azione di massa è possibile se la massa stessa non è convinta dei fini che vuole raggiungere e dei metodi da applicare. Il proletariato, per essere capace di governare come classe, deve spogliarsi di ogni residuo corporativo, di ogni pregiudizio o incrostazione sindacalista. Cosa significa ciò? Che non solo devono essere superate le distinzioni che esistono tra professione e professione, ma che occorre, per conquistarsi la fiducia e il consenso dei contadini e di alcune categorie semiproletarie della città, superare alcuni pregiudizi e vincere certi egoismi che possono sussistere e sussistono nella classe operaia come tale anche quando nel suo seno sono spariti i particolarismi di professione. Il metallurgico, il falegname, l'edile, ecc. devono non solo pensare come proletari e non più come metallurgico, falegname, edile, ecc., ma devono fare ancora un passo avanti: devono pensare come operai membri di una classe che tende a dirigere i contadini e gli intellettuali, di una classe che può vincere e può costruire il socialismo solo se aiutata e seguita dalla grande maggioranza di questi strati sociali. Se non si ottiene ciò, il proletariato non diventa classe dirigente, e questi strati, che in Italia rappresentano la maggioranza della popolazione, rimanendo sotto la direzione borghese, danno allo Stato la possibilità di resistere all'impeto proletario e di fiaccarlo.
Ebbene: ciò che si è verificato nel terreno della questione meridionale, dimostra che il proletariato ha compreso questi suoi doveri. Due fatti sono da ricordare, uno verificatosi a Torino, l'altro a Reggio Emilia, cioè nella cittadella del riformismo, del corporativismo di classe, del protezionismo operaio portato ad esempio dai “meridionalisti” nella loro propaganda tra i contadini del Sud.
Dopo l'occupazione delle fabbriche, la direzione della Fiat fece la proposta agli operai di assumere la gestione dell'azienda in forma di cooperativa. Come è naturale, i riformisti erano favorevoli. Si profilava una crisi industriale, lo spettro della disoccupazione angosciava le famiglie operaie. Se la Fiat diventava cooperativa, una certa sicurezza dell'impiego avrebbe potuto essere acquistata dalla maestranza e specialmente dagli operai politicamente più attivi, che erano persuasi di essere destinati al licenziamento.
La sezione socialista guidata dai comunisti intervenne energicamente nella questione. Fu detto agli operai : una grande azienda cooperativa come la Fiat può essere assunta dagli operai, solo se gli operai sono decisi a entrare nel sistema di forze politiche borghesi che oggi governa l'Italia. La proposta della direzione della Fiat rientra nel piano politico giolittiano. In che consiste questo piano? La borghesia, già prima della guerra, non poteva più governare tranquillamente. L'insurrezione dei contadini siciliani nel 1894 el'insurrezione di Milano nel 1898 furono l'experimentum crucis della borghesia italiana. Dopo il decennio sanguinoso 1890-1900, la borghesia dovette rinunciare ad una dittatura troppo esclusivista, troppo violenta, troppo diretta: insorgevano contro di lei simultaneamente, se anche non coordinatamente, i contadini meridionali e gli operai settentrionali. Nel nuovo secolo la classe dominante inaugurò una nuova politica di alleanze di classe, di blocchi politici di classe, cioè di democrazia borghese. Doveva scegliere: o una democrazia rurale, cioè un'alleanza con i contadini meridionali, una politica di libertà doganale, di suffragio universale, di decentramento amministrativo, di bassi prezzi nei prodotti industriali, o un blocco industriale capitalista-operaio, senza suffragio universale, per il protezionismo doganale, per il mantenimento dell'accentramento statale (espressione del dominio borghese sui contadini, specialmente del Mezzogiorno e delle Isole), per una politica riformistica dei salari e delle libertà sindacali. Scelse, non a caso, questa seconda soluzione. Giolitti impersonò il dominio borghese, il Partito socialista divenne lo strumento della politica giolittiana. Se osservate bene, nel decennio 1900-1910 si verificano le crisi più radicali nel movimento socialista e operaio: la massa reagisce spontaneamente contro la politica dei capi riformisti. Nasce il sindacalismo, che è l'espressione istintiva, elementare, primitiva, ma sana, della reazione operaia contro il blocco con la borghesia e per un blocco con i contadini e in primo luogo con i contadini meridionali. Proprio così : anzi, in un certo senso, il sindacalismo è un debole tentativo dei contadini meridionali, rappresentati dai loro intellettuali più avanzati, di dirigere il proletariato. Da chi è costituito il nucleo dirigente del sindacalismo italiano, quale è l'essenza ideologica del sindacalismo italiano? Il nucleo dirigente del sindacalismo è costituito di meridionali quasi esclusivamente: Labriola, Leone, Longobardi, Orano. L'essenza ideologica del sindacalismo è un nuovo liberalismo più energico, più aggressivo, più pugnace di quello tradizionale. Se osservate bene due sono i motivi fondamentali intorno ai quali avvengono le crisi successive del sindacalismo e il passaggio graduale dei dirigenti sindacalisti nel campo borghese: l'emigrazione e il libero scambio, due motivi strettamente legati al meridionalismo. Il fatto dell'emigrazione fa nascere la concezione della “nazione proletaria ” di Enrico Corradini; la guerra libica appare a tutto uno strato di intellettuali come l'inizio dell'offensiva del “grande proletariato” contro il mondo capitalistico e plutocratico. Tutto un gruppo di sindacalisti passa al nazionalismo, anzi il Partito nazionalista viene costituito originariamente da intellettuali ex sindacalisti (Monicelli, Forges-Davanzati, Maraviglia). Il libro di Labriola Storia di 10 anni (i dieci anni dal '900 al '910) è l'espressione più tipica e caratteristica di questo neoliberalismo antigiolittiano e meridionalista.
In questi dieci anni il capitalismo si rafforza e si sviluppa, e riversa una parte della sua attività nell'agricoltura della Valle Padana. Il tratto più caratteristico di questi dieci anni sono gli scioperi di massa degli operai agricoli della Valle Padana. Un profondo rivolgimento avviene tra i contadini settentrionali, si verifica una profonda differenziazione di classe (il numero dei braccianti aumenta del 50 per cento, secondo i dati del censimento del 1911), e ad essa corrisponde una rielaborazione delle correnti politiche e degli atteggiamenti spirituali. La democrazia cristiana e il mussolinismo sono i due prodotti più salienti dell'epoca: la Romagna è il crogiolo regionale di queste due nuove attività, il bracciante pare essere diventato il protagonista sociale della lotta politica. La democrazia sociale nei suoi organismi di sinistra (l'Azione, di Cesena) e anche il mussolinismo cadono rapidamente sotto il controllo dei “meridionalisti”. L'Azione di Cesena è una edizione regionale de l'Unità di Gaetano Salvemini. L'Avanti! diretto dal Mussolini, lentamente, ma sicuramente, si viene trasformando in una palestra per gli scrittori sindacalisti e meridionalisti. I Fancello, i Lanzillo, i Panunzio, i Ciccotti ne diventano assidui collaboratori; lo stesso Salvemini non nasconde le sue simpatie per Mussolini, che diventa anche un beniamino della Voce di Prezzolini. Tutti ricordano che in realtà, quando Mussolini esce dall'Avanti! e dal Partito socialista, egli è circondato da questa coorte di sindacalisti e di meridionalisti.
La ripercussione più notevole di questo periodo nel campo rivoluzionario è la settimana rossa del giugno 1914: la Romagna e le Marche sono l'epicentro della settimana rossa. Nel campo della politica borghese la ripercussione più notevole è il patto Gentiloni. Poiché il Partito socialista per effetto dei movimenti agrari della Valle Padana, era ritornato dopo il 1910 alla tattica intransigente, il blocco industriale, sostenuto e rappresentato da Giolitti, perde la sua efficienza; Giolitti muta spalla al suo fucile; alla alleanza tra borghesi e operai sostituisce l'alleanza tra borghesi e cattolici, che rappresentano le masse contadine dell'Italia settentrionale e centrale. Per questa alleanza il partito conservatore di Sonnino viene completamente distrutto conservando una sua piccolissima cellula solo nell'Italia meridionale, intorno ad Antonio Salandra. La guerra e il dopoguerra hanno visto svolgersi una serie di processi molecolari nella classe borghese della più alta importanza. Salandra e Nitti furono i primi due capi di governo meridionali (per non parlare dei siciliani, naturalmente, come Crispi, che fu il più energico rappresentante della dittatura borghese nel secolo XIX) e cercarono di attuare il piano borghese industriale-agrario meridionale, nel terreno conservatore il Salandra, nel terreno democratico il Nitti (tutti e due questi capi di governo furono aiutati solidamente dal Corriere della Sera, cioè dall'industria tessile lombarda). Già durante la guerra, il Salandra cercò di spostare a favore del Mezzogiorno le forze tecniche dell'organizzazione statale, cioè di sostituire al personale giolittiano dello Stato, un nuovo personale che incarnasse il nuovo corso politico della borghesia. Voi ricordate la campagna condotta dalla Stampa, specialmente nel 1917-18 per una stretta collaborazione tra giolittiani e socialisti per impedire la “pugliesizzazione” dello Stato; quella campagna fu condotta nella Stampa da Francesco Ciccotti, cioè era di fatto una espressione dell'accordo esistente tra Giolitti ei riformisti. La questione non era da poco, ei giolittiani, nel loro accanimento difensivo, giunsero fino ad oltrepassare i limiti consentiti a un partito della grande borghesia, giunsero fino a quelle manifestazioni di antipatriottismo e di disfattismo, che sono nella memoria di tutti. Oggi Giolitti è nuovamente al potere, nuovamente la grande borghesia si affida a lui, per il panico che la invade innanzi all'impetuoso movimento delle masse popolari. Giolitti vuole addomesticare gli operai di Torino. Li ha battuti due volte: nello sciopero dell'aprile scorso e nell'occupazione delle fabbriche con l'aiuto della Confederazione generale del lavoro, cioè del riformismo corporativo. Ritiene ora di poterli inquadrare nel sistema borghese statale. Infatti, che avverrà se le maestranze Fiat accettano le proposte della direzione? Le attuali azioni industriali diventeranno obbligazioni, cioè la cooperativa dovrà pagare ai portatori di obbligazioni un dividendo fisso, qualunque sia il giro degli affari. L'azienda Fiat sarà taglieggiata in tutti i modi dagli istituti di credito, che rimangono in mano ai borghesi, i quali hanno l'interesse a ridurre gli operai alla loro discrezione. Le maestranze necessariamente dovranno legarsi allo Stato, il quale “verrà in aiuto agli operai” attraverso l'opera dei deputati operai, attraverso la subordinazione del partito politico operaio alla politica governativa. Ecco il piano di Giolitti nella sua piena applicazione. Il proletariato torinese non esisterà più come classe indipendente, ma solo come una appendice dello Stato borghese. Il corporativismo di classe avrà trionfato, ma il proletariato avrà perduto la sua posizione e il suo ufficio di dirigente e di guida; esso apparirà alle masse degli operai più poveri come un privilegiato, apparirà ai contadini come uno sfruttatore alla stessa stregua dei borghesi, perché la borghesia, come ha sempre fatto, presenterà alle masse contadine i nuclei operai privilegiati come l'unica causa dei loro mali e della loro miseria.
Le maestranze della Fiat accettarono quasi all'unanimità il nostro punto di vista e le proposte della direzione furono respinte. Ma questo esperimento non poteva essere sufficiente. Il proletariato torinese, con tutta una serie di azioni, aveva dimostrato di avere raggiunto un altissimo grado di maturità e capacità politica. I tecnici e gli impiegati d'officina, nel 1919, poterono migliorare le condizioni solo perché appoggiati dagli operai. Per stroncare l'agitazione dei tecnici, gli industriali proposero agli operai di nominare essi stessi, elettivamente, nuovi capisquadra e capireparto; gli operai respinsero la proposta, quantunque avessero parecchie ragioni di conflitto coi tecnici che erano sempre stati uno strumento padronale di repressione e di persecuzione. Allora i giornali fecero una furiosa campagna per isolare i tecnici, mettendo in vista i loro altissimi salari, che raggiungevano fino le 7000 lire al mese. Gli operai qualificati aiutarono l'agitazione dei manovali, che solo così riuscirono a imporsi : nell'interno delle fabbriche furono spazzati via tutti i privilegi e gli sfruttamenti delle categorie più qualificate ai danni delle meno qualificate. Attraverso queste azioni l'avanguardia proletaria si guadagnò la sua posizione sociale di avanguardia; è stata questa la base di sviluppo del Partito comunista a Torino. Ma fuori di Torino? Ebbene, noi volemmo di proposito portare la questione fuori di Torino, e precisamente a Reggio Emilia, dove esisteva la maggiore concentrazione di riformismo e di corporativismo di classe.
Reggio Emilia era sempre stato il bersaglio dei “meridionalisti”. Una frase di Camillo Prampolini: “L'Italia si divide in nordici e sudici”, era come l'espressione più caratteristica dell'odio violento che tra i meridionali si spargeva contro gli operai del nord. A Reggio Emilia si presentò una questione simile a quella della Fiat: una grande officina doveva passare nelle mani degli operai come azienda cooperativa. I riformisti reggiani erano entusiasti dell'avvenimento e lo strombazzavano nei loro giornali e nelle riunioni.(5) Un comunista torinese(6) si recò a Reggio, prese la parola nel comizio di fabbrica, espose tutto il complesso della questione tra Nord e Sud, e si ottenne il “miracolo”: gli operai, a grandissima maggioranza, respinsero la tesi riformista e corporativa. Fu dimostrato che i riformisti non rappresentavano lo spirito degli operai reggiani; ne rappresentavano solo la passività e altri lati negativi. Erano riusciti a instaurare un monopolio politico, data la notevole concentrazione nelle loro file di organizzatori e propagandisti d'un certo valore professionale, e quindi a impedire lo sviluppo el'organizzazione di una corrente rivoluzionaria; ma era bastata la presenza di un rivoluzionario capace, per metterli in scacco e rivelare che gli operai reggiani sono dei valorosi combattenti e non dei porci allevati con la biada governativa.
(5) Cfr. Un asino bardato, in Socialismo e fascismo, Einaudi, Torino 1966, pp. 64-67.
(6) Si tratta di Umberto Terracini.
Nell'aprile 1921, 5000 operai rivoluzionari furono licenziati dalla Fiat, i Consigli di fabbrica furono aboliti, i salari reali furono abbassati.(7) A Reggio Emilia avvenne probabilmente qualcosa di simile. Gli operai cioè furono battuti. Ma il sacrificio che essi avevano fatto, è restato inutile? Non lo crediamo: siamo anzi sicuri che esso non è stato inutile. È certo difficile registrare tutta una fila di grandi avvenimenti di massa che provino l'efficacia immediata e fulminea di queste azioni. D'altronde, per ciò che riguarda i contadini, queste registrazioni sono sempre difficili e quasi impossibili; sono ancora più difficili per ciò che riguarda la massa contadina del Mezzogiorno.
(7) Cfr. L'avvento della democrazia industriale e Uomini in carne e ossa, in Socialismo e fascismo, Einaudi, Torino 1966, pp. 128-30, 154-56.
Il Mezzogiorno può essere definito una grande disgregazione sociale; i contadini, che costituiscono la grande maggioranza della sua popolazione, non hanno nessuna coesione tra loro (si capisce che occorre fare delle eccezioni: la Puglia, la Sardegna, la Sicilia, dove esistono caratteristiche speciali nel grande quadro della struttura meridionale). La società meridionale è un grande blocco agrario costituito di tre strati sociali: la grande massa contadina amorfa e disgregata, gli intellettuali della piccola e media borghesia rurale, i grandi proprietari terrieri ei grandi intellettuali. I contadini meridionali sono in perpetuo fermento, ma come massa essi sono incapaci di dare una espressione centralizzata alle loro aspirazioni e ai loro bisogni. Lo strato medio degli intellettuali riceve dalla base contadina le impulsioni per la sua attività politica e ideologica. I grandi proprietari nel campo politico ei grandi intellettuali nel campo ideologico centralizzano e dominano, in ultima analisi, tutto questo complesso di manifestazioni. Come è naturale, è nel campo ideologico che la centralizzazione si verifica con maggiore efficacia e precisione. Giustino Fortunato e Benedetto Croce rappresentano perciò le chiavi di volta del sistema meridionale e, in un certo senso, sono le due più grandi figure della reazione italiana.
Gli intellettuali meridionali sono uno strato sociale dei più interessanti e dei più importanti nella vita nazionale italiana. Basta pensare che più di tre quinti della burocrazia statale è costituita di meridionali per convincersene. Ora, per comprendere la particolare psicologia degli intellettuali meridionali occorre tenere presenti alcuni dati di fatto:
1. In ogni paese lo strato degli intellettuali è stato radicalmente modificato dallo sviluppo del capitalismo. Il vecchio tipo dell'intellettuale era l'elemento organizzativo di una società a base contadina e artigiana prevalentemente; per organizzare lo Stato, per organizzare il commercio la classe dominante allevava un particolare tipo di intellettuali. L'industria ha introdotto un nuovo tipo di intellettuale: l'organizzatore tecnico, lo specialista della scienza applicata. Nelle società, dove le forze economiche si sono sviluppate in senso capitalista, fino ad assorbire la maggior parte dell'attività nazionale, è questo secondo tipo di intellettuale che ha prevalso, con tutte le sue caratteristiche di ordine e disciplina intellettuale. Nei paesi invece dove l'agricoltura esercita un ruolo ancora notevole o addirittura preponderante, è rimasto in prevalenza il vecchio tipo, che dà la massima parte del personale statale e che anche localmente, nel villaggio e nel borgo rurale, esercita la funzione di intermediario tra il contadino el'amministrazione in generale. Nell'Italia meridionale predomina questo tipo con tutte le sue caratteristiche: democratico nella faccia contadina, reazionario nella faccia rivolta verso il grande proprietario e il governo, politicante, corrotto, sleale; non si comprenderebbe la figura tradizionale dei partiti politici meridionali, se non si tenesse conto dei caratteri di questo strato sociale.
2. L'intellettuale meridionale esce prevalentemente da un ceto che nel Mezzogiorno è ancora notevole: il borghese rurale, cioè il piccolo e medio proprietario di terre che non è contadino, che non lavora la terra, che si vergognerebbe di fare l'agricoltore ma che dalla poca terra che ha, data in affitto oa mezzadria semplice, vuol ricavare: di che vivere convenientemente, di che mandare all'università o in seminario i figli, di che fare la dote alle figlie che devono sposare un ufficiale o un funzionario civile dello Stato. Da questo ceto gli intellettuali ricevono un'aspra avversione per il contadino lavoratore, considerato come una macchina da lavoro che deve essere munta fino all'osso e che può essere sostituita data la superpopolazione lavoratrice; ricavano anche il sentimento atavico e istintivo della folle paura del contadino e delle sue violenze distruttrici e quindi un abito di ipocrisia raffinata e una raffinatissima arte di ingannare e addomesticare le masse contadine.
Poiché al gruppo sociale degli intellettuali appartiene il clero, occorre notare le diversità di caratteristiche tra il clero meridionale nel suo complesso e il clero settentrionale. Il prete settentrionale comunemente è il figlio di un artigiano o di un contadino, ha sentimenti democratici, è più legato alla massa dei contadini; moralmente è più corretto del prete meridionale, il quale spesso convive quasi apertamente con una donna, e perciò esercita un ufficio spirituale più completo socialmente, cioè è un dirigente di tutta l'attività di una famiglia. Nel Settentrione la separazione della Chiesa dallo Stato el'espropriazione dei beni ecclesiastici è stata più radicale che nel Mezzogiorno, dove le parrocchie ei conventi o hanno conservato o hanno ricostituito notevoli proprietà immobiliari e mobiliari. Nel Mezzogiorno il prete si presenta al contadino: 1. come un amministratore di terre col quale il contadino entra in conflitto per la questione degli affitti; 2. come un usuraio che domanda elevatissimi tassi di interesse e fa giocare l'elemento religioso per riscuotere sicuramente ol'affitto ol'usura; 3. come un uomo sottoposto alle passioni comuni (donne e danaro) e che pertanto spiritualmente non dà affidamento di discrezione e di imparzialità. La confessione esercita perciò uno scarsissimo ufficio dirigente e il contadino meridionale, se spesso è superstizioso in senso pagano, non è clericale. Tutto questo complesso spiega il perché nel Mezzogiorno il Partito popolare (eccettuata qualche zona della Sicilia) non abbia una posizione notevole, non possieda nessuna rete di istituzioni e di organizzazioni di massa. L'atteggiamento del contadino verso il clero è riassunto nel detto popolare: “Il prete è prete sull'altare; fuori è un uomo come tutti gli altri”.
Il contadino meridionale è legato al grande proprietario terriero per il tramite dell'intellettuale. I movimenti dei contadini, in quanto si riassumono non in organizzazioni di massa autonome e indipendenti, sia pure formalmente (cioè capaci di selezionare quadri contadini di origine contadina e di registrare e accumulare le differenziazioni ei progressi che nel movimento si realizzano) finiscono col sistemarsi sempre nelle ordinarie articolazioni dell'apparato statale — comuni, province, Camera dei deputati — attraverso composizioni e scomposizioni dei partiti locali, il cui personale è costituito di intellettuali, ma che sono controllati dai grandi proprietari e dai loro uomini di fiducia, come Salandra, Orlando, Di Cesarò. La guerra parve introdurre un elemento nuovo in questo tipo di organizzazione col movimento degli ex combattenti, nel quale i contadini-soldati e gli intellettuali-ufficiali formavano un blocco più unito tra di loro e in una certa misura antagonista rispetto ai grandi proprietari. Non durò a lungo, el'ultimo residuo di esso è l'Unione nazionale concepita da Amendola, che ha una larva di esistenza per il suo antifascismo; tuttavia, data la nessuna tradizione di organizzazione esplicita degli intellettuali democratici nel Mezzogiorno, anche questo aggruppamento deve essere rilevato e tenuto da conto, perché può diventare, da tenuissimo filo di acqua, un limaccioso e gonfio torrente in mutate condizioni di politica generale. La sola regione dove il movimento degli ex combattenti assunse un profilo più preciso e riuscì a crearsi una struttura sociale più solida, è la Sardegna. E si capisce: appunto perché in Sardegna la classe dei grandi proprietari terrieri è tenuissima, non svolge nessuna funzione e non ha le antichissime tradizioni culturali e governative del Mezzogiorno continentale. La spinta dal basso, esercitata dalle masse dei contadini e dei pastori, non trova un contrappeso soffocante nel superiore strato sociale dei grandi proprietari; gli intellettuali dirigenti subiscono in pieno la spinta e fanno dei passi in avanti più notevoli che l'Unione nazionale. La situazione siciliana ha caratteri differenziali molto profondi sia dalla Sardegna che dal Mezzogiorno. I grandi proprietari vi sono molto più coesi e decisi che nel Mezzogiorno continentale; vi esiste inoltre una certa industria e un commercio sviluppato (la Sicilia è la più ricca regione di tutto il Mezzogiorno e una delle più ricche d'Italia); le classi superiori sentono moltissimo la loro importanza nella vita nazionale e la fanno pesare. La Sicilia e il Piemonte sono le due regioni che hanno dato maggior numero di dirigenti politici allo Stato italiano, sono le due regioni che hanno esercitato un ufficio preminente dal 1870 in poi. Le masse popolari siciliane sono più avanzate che nel Mezzogiorno, ma il loro progresso ha assunto una forma tipicamente siciliana: esiste un socialismo di massa siciliano che ha tutta una tradizione e uno sviluppo peculiare; nella Camera del 1922 esso contava circa 20 deputati su 52 che ne erano eletti nell'isola.
Abbiamo detto che il contadino meridionale è legato al grande proprietario terriero per il tramite dell'intellettuale. Questo tipo di organizzazione è il tipo più diffuso in tutto il Mezzogiorno continentale e in Sicilia. Esso realizza un mostruoso blocco agrario che nel suo complesso funziona da intermediario e da sorvegliante del capitalismo settentrionale e delle grandi banche. Il suo unico scopo è di conservare lo statu quo. Nel suo interno non esiste nessuna luce intellettuale, nessun programma, nessuna spinta a miglioramenti e progressi. Se qualche idea e qualche programma è stato affermato, essi hanno avuto la loro origine fuori del Mezzogiorno, nei gruppi politici agrari conservatori, specialmente della Toscana, che nel Parlamento erano consorziati ai conservatori del blocco agrario meridionale. Il Sonnino e il Franchetti furono dei pochi borghesi intelligenti che si posero il problema meridionale come problema nazionale e tracciarono un piano di governo per la sua soluzione. Quale fu il punto di vista di Sonnino e di Franchetti? La necessità di creare nell'Italia meridionale uno strato medio indipendente di carattere economico che funzionasse, come allora si diceva, da “opinione pubblica” e limitasse i crudeli arbitrii dei proprietari da una parte e moderasse l'insurrezionalismo dei contadini poveri dall'altra. Sonnino e Franchetti erano rimasti spaventatissimi della popolarità che avevano nel Mezzogiorno le idee del bakunismo della I Internazionale. Questo loro spavento fece loro prendere degli abbagli spesso grotteschi. In una loro pubblicazione, per esempio, si accenna al fatto che una osteria o una trattoria popolare di un paese della Calabria (citiamo a memoria) è intitolata agli “scioperanti”, per dimostrare quanto diffuse e radicate fossero le idee internazionalistiche. Il fatto, se vero (come deve essere vero, data la probità intellettuale degli autori) si spiega più semplicemente, ricordando come nel Mezzogiorno siano numerose le colonie di Albanesi e come la parola skipetari abbia subito nei dialetti le deformazioni più strane e curiose (così in alcuni documenti della Repubblica veneta si parla di formazioni militari di e “S'ciopetà”). Ora nel Mezzogiorno non tanto erano diffuse le teorie del Bakunin, quanto la situazione stessa era tale da aver probabilmente suggerito al Bakunin le sue teorie: certamente i contadini poveri meridionali pensavano allo “sfascio” molto prima che il cervello di Bakunin avesse escogitato la teoria della “pandistruzione”.
Il piano governativo di Sonnino e Franchetti non ebbe mai neanche l'inizio di una attuazione. E non poteva averlo. Il nodo di rapporti tra Settentrione e Mezzogiorno nell'organizzazione dell'economia nazionale e dello Stato, è tale per cui la nascita di una classe media diffusa di natura economica (ciò che significa poi la nascita di una borghesia capitalista diffusa) è resa quasi impossibile. Ogni accumulazione di capitali sul luogo e ogni accumulazione di risparmi è resa impossibile dal sistema fiscale e doganale e dal fatto che i capitalisti proprietari di aziende non trasformano sul posto il profitto in nuovo capitale perché non sono del posto. Quando l'emigrazione assunse nel secolo XX le forme gigantesche che assunse, e le prime rimesse cominciarono ad affluire dall'America, gli economisti liberali gridarono trionfalmente: — Il sogno di Sonnino si avvera. Una silenziosa rivoluzione si verifica nel Mezzogiorno che, lentamente ma sicuramente, muterà tutta la struttura economica e sociale del paese —. Ma lo Stato intervenne e la rivoluzione silenziosa fu soffocata nel nascere. Il governo offri dei buoni del tesoro ad interesse certo e gli emigranti e le loro famiglie da agenti della rivoluzione silenziosa si mutarono in agenti per dare allo Stato i mezzi finanziari per sussidiare le industrie parassitarie del nord. Francesco Nitti, nel piano democratico e formalmente fuori del blocco agrario meridionale, poteva sembrare un fattivo realizzatore del programma di Sonnino, fu invece il migliore agente del capitalismo settentrionale per rastrellare le ultime risorse del risparmio meridionale. I miliardi inghiottiti dalla Banca di sconto erano quasi tutti dovuti al Mezzogiorno: i 400.000 creditori della Banca italiana di sconto erano in grandissima maggioranza risparmiatori meridionali.
Al disopra del blocco agrario funziona nel Mezzogiorno un blocco intellettuale che praticamente ha servito finora a impedire che le screpolature del blocco agrario divenissero troppo pericolose e determinassero una frana. Esponenti di questo blocco intellettuale sono Giustino Fortunato e Benedetto Croce, i quali, perciò, possono essere giudicati come i reazionari più operosi della penisola.
Abbiamo detto che l'Italia meridionale è una grande disgregazione sociale. Questa formula oltre che ai contadini si può riferire anche agli intellettuali. È notevole il fatto che nel Mezzogiorno, accanto alla grandissima proprietà, siano esistite ed esistano grandi accumulazioni culturali e di intelligenza in singoli individui o in ristretti gruppi di grandi intellettuali, mentre non esiste una organizzazione della cultura media. Esiste nel Mezzogiorno la casa editrice Laterza e la rivista la Critica, esistono accademie e imprese culturali di grandissima erudizione; non esistono piccole e medie riviste, non esistono case editrici intorno a cui si raggruppino formazioni medie di intellettuali meridionali. I meridionali che hanno cercato di uscire dal blocco agrario e di impostare la questione meridionale in forma radicale hanno trovato ospitalità e si sono raggruppati intorno a riviste stampate fuori del Mezzogiorno. Si può dire anzi che tutte le iniziative culturali dovute agli intellettuali medi che hanno avuto luogo nel XX secolo nell'Italia centrale e settentrionale furono caratterizzate dal meridionalismo, perché fortemente influenzate da intellettuali meridionali: tutte le riviste del gruppo di intellettuali fiorentini, Voce, Unità; le riviste dei democratici cristiani, come l'Azione di Cesena; le riviste dei giovani liberali emiliani e milanesi di G. Borelli, come la Patria di Bologna ol'Azione di Milano; infine la Rivoluzione liberale di Gobetti. Orbene: supremi moderatori politici e intellettuali di tutte queste iniziative sono stati Giustino Fortunato e Benedetto Croce. In una cerchia più ampia di quella molto soffocante del blocco agrario, essi hanno ottenuto che l'impostazione dei problemi meridionali non soverchiasse certi limiti, non diventasse rivoluzionaria. Uomini di grandissima cultura e intelligenza, sorti sul terreno tradizionale del Mezzogiorno ma legati alla cultura europea e quindi mondiale, essi avevano tutte le doti per dare una soddisfazione ai bisogni intellettuali dei più onesti rappresentanti della gioventù colta del Mezzogiorno, per consolarne le irrequiete velleità di rivolta contro le condizioni esistenti, per indirizzarli secondo una linea media di serenità classica del pensiero e dell'azione. I cosiddetti neoprotestanti o calvinisti non hanno capito che in Italia, non potendoci essere una riforma religiosa di massa, per le condizioni moderne della civiltà, si è verificata la sola riforma storicamente possibile con la filosofia di Benedetto Croce: è stato mutato l'indirizzo e il metodo del pensiero, è stata costruita una nuova concezione del mondo che ha superato il cattolicismo e ogni altra religione mitologica. In questo senso Benedetto Croce ha compiuto una altissima funzione “nazionale”, ha distaccato gli intellettuali radicali del Mezzogiorno dalle masse contadine, facendoli partecipare alla cultura nazionale ed europea, e attraverso questa cultura li ha fatti assorbire dalla borghesia nazionale e quindi dal blocco agrario.
L'Ordine Nuovo ei comunisti torinesi, se in un certo senso possono essere collegati alle formazioni intellettuali cui abbiamo accennato e se pertanto hanno anch'essi subito l'influenza intellettuale di Giustino Fortunato e di Benedetto Croce, rappresentano però nello stesso tempo una rottura completa con quella tradizione el'inizio di un nuovo svolgimento, che ha già dato dei frutti e che ancora ne darà. Essi, come è stato già detto, hanno posto il proletariato urbano come protagonista moderno della storia italiana e quindi della questione meridionale. Avendo servito da intermediari tra il proletariato e determinati strati di intellettuali di sinistra, sono riusciti a modificare, se non completamente, certo notevolmente l'indirizzo mentale di essi. È questo l'elemento principale della figura di Piero Gobetti, se ben si riflette. Il quale non era un comunista e probabilmente non lo sarebbe mai diventato, ma aveva capito la posizione sociale e storica del proletariato e non riusciva più a pensare astraendo da questo elemento. Gobetti, nel lavoro comune del giornale, era stato da noi posto a contatto con un mondo vivente che aveva prima conosciuto solo attraverso le formule dei libri. La sua caratteristica più rilevante era la lealtà intellettuale el'assenza completa di ogni vanità e piccineria di ordine inferiore: perciò non poteva non convincersi come tutta una serie di modi di vedere e di pensare tradizionali verso il proletariato erano falsi e ingiusti. Quale conseguenza ebbero in Gobetti questi contatti col mondo proletario? Essi furono l'origine el'impulso per una concezione che non vogliamo discutere e approfondire, una concezione che in gran parte si riattacca al sindacalismo e al modo di pensare dei sindacalisti intellettuali; i principi del liberalismo vengono in essa proiettati dall'ordine dei fenomeni individuali a quello dei fenomeni di massa. Le qualità di eccellenza e di prestigio nella vita degli individui vengono trasportate nelle classi, concepite quasi come individualità collettive. Questa concezione di solito porta negli intellettuali che la condividono alla pura contemplazione e registrazione dei meriti e dei demeriti, a una posizione odiosa e melensa di arbitri tra le contese, di assegnatori dei premi e delle punizioni. Praticamente il Gobetti sfuggì a questo destino. Egli si rivelò un organizzatore della cultura di straordinario valore ed ebbe in questo ultimo periodo una funzione che non deve essere né trascurata né sottovalutata dagli operai. Egli scavò una trincea oltre la quale non arretrarono quei gruppi di intellettuali più onesti e sinceri che nel 1919-20-21 sentirono che il proletariato come classe dirigente sarebbe stato superiore alla borghesia. Alcuni in buona fede e onestamente, altri in cattivissima fede e disonestamente andarono ripetendo che il Gobetti era nient'altro che un comunista camuffato, un agente se non del Partito comunista, per lo meno del gruppo comunista dell'Ordine Nuovo. Non occorre neanche smentire tali insulse dicerie. La figura di Gobetti e il movimento da lui rappresentato furono spontanee produzioni del nuovo clima storico italiano: in ciò è il loro significato e la loro importanza. Ci è stato qualche volta rimproverato da compagni di partito di non aver combattuto contro la corrente di idee di Rivoluzione liberale: questa assenza di lotta anzi sembrò la prova del collegamento organico, di carattere machiavellico (come si suol dire) tra noi e il Gobetti. Non potevamo combattere contro Gobetti perché egli svolgeva e rappresentava un movimento che non deve essere combattuto, almeno in linea di principio. Non comprendere ciò significa non comprendere la questione degli intellettuali e la funzione che essi svolgono nella lotta delle classi. Gobetti praticamente ci serviva di collegamento: 1. con gli intellettuali nati sul terreno della tecnica capitalistica che avevano assunto una posizione di sinistra, favorevole alla dittatura del proletariato nel 1919-20; 2. con una serie di intellettuali meridionali che, per collegamenti più complessi, ponevano la questione meridionale su un terreno diverso da quello tradizionale, introducendovi il proletariato del Nord: di questi intellettuali Guido Dorso è la figura più completa e interessante. Perché avremmo dovuto lottare contro il movimento di Rivoluzione liberale? forse perché esso non era costituito di comunisti puri che avessero accettato dall'A alla Z il nostro programma e la nostra dottrina? Questo non poteva essere domandato perché sarebbe stato politicamente e storicamente un paradosso. Gli intellettuali si sviluppano lentamente, molto più lentamente di qualsiasi altro gruppo sociale, per la stessa loro natura e funzione storica. Essi rappresentano tutta la tradizione culturale di un popolo, vogliono riassumerne e sintetizzarne tutta la storia: ciò sia detto specialmente del vecchio tipo di intellettuale, dell'intellettuale nato sul terreno contadino. Pensare possibile che esso possa, come massa, rompere con tutto il passato per porsi completamente sul terreno di una nuova ideologia, è assurdo. È assurdo per gli intellettuali come massa, e forse assurdo anche per moltissimi intellettuali presi individualmente, nonostante tutti gli onesti sforzi che essi fanno e vogliono fare. Ora a noi interessano gli intellettuali come massa, e non solo come individui. È certo importante e utile per il proletariato che uno o più intellettuali, individualmente, aderiscano al suo programma e alla sua dottrina, si confondano nel proletariato, ne diventino e se ne sentano parte integrante. Il proletariato, come classe, è povero di elementi organizzativi, non ha e non può formarsi un proprio strato di intellettuali che molto lentamente, molto faticosamente e solo dopo la conquista del potere statale. Ma è anche importante e utile che nella massa degli intellettuali si determini una frattura di carattere organico, storicamente caratterizzata; che si formi, come formazione di massa, una tendenza di sinistra, nel significato moderno della parola, cioè orientata verso il proletariato rivoluzionario. L'alleanza tra proletariato e masse contadine esige questa formazione; tanto più la esige l'alleanza tra il proletariato e le masse contadine del Mezzogiorno. Il proletariato distruggerà il blocco agrario meridionale nella misura in cui riuscirà, attraverso il suo partito, ad organizzare in formazioni autonome e indipendenti, sempre più notevoli masse di contadini poveri; ma riuscirà in misura più o meno larga in tale suo compito obbligatorio anche subordinatamente alla sua capacità di disgregare il blocco intellettuale che è l'armatura flessibile ma resistentissima del blocco agrario. Per la soluzione di questo compito il proletariato è stato aiutato da Piero Gobetti e noi pensiamo che gli amici del morto continueranno, anche senza la sua guida, l'opera intrapresa che è gigantesca e difficile, ma appunto degna di tutti i sacrifici (anche della vita, come è stato nel caso del Gobetti) da parte di quegli intellettuali (e sono molti, più di quanto si creda) settentrionali e meridionali che hanno compreso essere essenzialmente nazionali e portatrici dell'avvenire due sole forze sociali: il proletariato ei contadini.
(Qui si interrompe il manoscritto).
La questione meridionale, di A. Gramsci – Editori Riuniti, Roma 1966
Le fétichisme de la QUANTITE
Por Renato Mezan
Metas de produtividade e burocracia acadêmica diminuem o potencial de pesquisas científicas
A criação de conhecimento não pode ser medida somente pelo número de trabalhos escritos pelos pesquisadores, como é a tendência atual no Brasil
A cada tanto tempo, volta-se a discutir como deve ser avaliado o trabalho dos professores. O grande número de pessoas envolvidas nos diversos níveis de ensino, assim como o de artigos e livros que materializam resultados de pesquisa, tem determinado uma preferência por medidas quantitativas.
Se estas podem trazer informações úteis como dado parcial para comparar resultados de escolas em vestibulares ou o desempenho médio de alunos em determinada matéria, sua aplicação como único critério de “produtividade” na pós-graduação vem gerando -a meu ver, pelo menos- distorções bastante sérias.
Não é meu intuito recusar, em princípio, a avaliação externa, que considero útil e necessária. Gostaria apenas de lembrar que a criação de conhecimento não pode ser medida somente pelo número de trabalhos escritos pelos pesquisadores, como é a tendência atual no Brasil. Tampouco me parece correta a fetichização da forma “artigo em revista” em detrimento de textos de maior fôlego, para cuja elaboração, às vezes, são necessários anos de trabalho paciente.
A mesma concepção tem conduzido ao encurtamento dos prazos para a defesa de dissertações e teses na área de humanas, com o que se torna difícil que exibam a qualidade de muitas das realizadas com mais vagar, que (também) por isso se tornaram referência nos campos respectivos.
O equívoco desse conjunto de posturas tornou-se, mais uma vez, sensível para mim ao ler dois livros que narram grandes aventuras do intelecto: “O Último Teorema de Fermat”, de Simon Singh (ed. Record), e “O Homem Que Amava a China”, de Simon Winchester (Companhia das Letras).
O leitor talvez objete que não se podem comparar as realizações de que tratam com o trabalho de pesquisadores iniciantes; lembro, porém, que os autores delas também começaram modestamente e que, se lhes tivessem sido impostas as condições que critico, provavelmente não teriam podido desenvolver as capacidades que lhes permitiram chegar até onde chegaram.
Everest da matemática
O teorema de Fermat desafiou os matemáticos por mais de três séculos, até ser demonstrado em 1994 pelo britânico Andrew Wiles. O livro de Singh narra a história do problema, cujo fascínio consiste em ser compreensível para qualquer ginasiano e, ao mesmo tempo, ter uma solução extremamente complexa. Em resumo, trata-se de uma variante do teorema de Pitágoras: “Em todo triângulo retângulo, a soma do quadrado dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa”, ou, em linguagem matemática, a2²=b2²+c2².
Lendo sobre esta expressão na “Aritmética” de Diofante (século 3º), o francês Pierre de Fermat (1601-65) -cuja especialidade era a teoria dos números e que, junto com Pascal, determinou as leis da probabilidade- teve a curiosidade de saber se a relação valia para outras potências: x3³= y3³ + z3, x4 = y4 + z4 e assim por diante. Não conseguindo encontrar nenhum trio de números que satisfizesse as condições da equação, formulou o teorema que acabou levando seu nome -”Não existem soluções inteiras para ela, se o valor de n for maior que 2″- e anotou na página do livro: “Encontrei uma demonstração maravilhosa para esta proposição, mas esta margem é estreita demais para que eu a possa escrever aqui”.
Após a morte de Fermat, seu filho publicou uma edição da obra grega com as observações do pai. Como o problema parecia simples, os matemáticos lançaram-se à tarefa de o resolver -e descobriram que era muitíssimo complicado.
Singh conta como inúmeros deles fracassaram ao longo dos 300 anos seguintes; os avanços foram lentíssimos, um conseguindo provar que o teorema era válido para a potência 3, outro (cem anos depois) para 5 etc. O enigma resistia a todas as tentativas de demonstração e acabou sendo conhecido como “o monte Everest da matemática”. É quase certo que Fermat se equivocou ao pensar que dispunha da prova, que exige conceitos e técnicas muito mais complexos que os disponíveis na sua época.
Quem a descobriu foi Andrew Wiles, ea história de como o fez é um forte argumento a favor da posição que defendo. O professor de Princeton [universidade americana] precisou de sete anos de cálculos e teve de criar pontes entre ramos inteiramente diferentes da disciplina, numa epopeia intelectual que Singh descreve com grande habilidade e clareza. Não é o caso de descrever aqui os passos que o levaram à vitória; quero ressaltar somente que, não tendo de apresentar projetos nem relatórios, publicando pouquíssimo durante sete anos e se retirando do “circuito interminável de reuniões científicas”, Wiles pôde concentrar-se com exclusividade no que estava fazendo.
Por exemplo, passou um ano inteiro revisando tudo o que já se tentara desde o século 18 e outro tanto para dominar certas ferramentas matemáticas com as quais tinha pouca familiaridade, mas indispensáveis para a estratégia que decidiu seguir. Questionado por Singh sobre seu método de trabalho, Wiles respondeu: “É necessário ter concentração total. Depois, você para. Então parece ocorrer uma espécie de relaxamento, durante o qual, aparentemente, o inconsciente assume o controle. É aí que surgem as ideias novas”.
Este processo é bem conhecido e costumo recomendá-lo a meus orientandos: absorver o máximo de informações e deixá-las “flutuar” até que apareça algum padrão, ou uma ligação entre coisas que aparentemente nada têm a ver uma com a outra. Uma variante da livre associação, em suma.
Ora, se está correndo contra o relógio, como o estudante pode se permitir isso? A chance de ter o “estalo de Vieira” é reduzida; o mais provável é que se conforme com as ideias já estabelecidas, o que obviamente diminui o potencial de inovação do seu trabalho.
Tarefa hercúlea
Outro exemplo de que o tempo de gestação de uma obra precisa ser respeitado é o de Joseph Needham (1900-95), cuja vida extraordinária ficamos conhecendo em “O Homem Que Amava a China”.
Bioquímico de formação, apaixonou-se por uma estudante chinesa que fora a Cambridge [no Reino Unido] para se aperfeiçoar; ela lhe ensinou a língua e, à medida que se aprofundava no estudo da cultura chinesa, Needham foi se tomando de admiração pelas suas realizações científicas e tecnológicas.
Em 1943, o Ministério do Exterior britânico o enviou como diplomata à China, então parcialmente ocupada pelos japoneses. Sua missão era ajudar os acadêmicos a manter o ânimo ea prosseguir em suas pesquisas.
Para saber do que precisavam, viajou muito pelo país e entrou em contato com inúmeros cientistas; em seguida, mandava-lhes publicações científicas, reagentes, instrumentos eo que mais pudesse obter.
Nesse périplo, Needham se deu conta de que -longe de terem se mantido à margem do desenvolvimento da civilização, como então se acreditava no Ocidente- os chineses tinham descoberto e inventado muito antes dos europeus uma enorme quantidade de coisas, tanto em áreas teóricas quanto no que se refere à vida prática (uma lista parcial cobre 12 páginas do livro de Winchester).
Formulou então o que se tornou conhecido como “a pergunta de Needham”: se aquele povo tinha demonstrado tamanha criatividade, por que não foi entre eles, e sim na Europa, que a ciência moderna se desenvolveu?
A resposta envolvia provar que existiam condições para que isso pudesse ter acontecido, e depois elaborar hipóteses sobre por que não ocorreu. Daí a ideia de escrever um livro que mostrasse toda a inventividade dos chineses, tendo como base os textos recolhidos em suas viagens e as práticas que pudera observar.
Embora o projeto fosse ambicioso, a Cambridge University Press o aceitou, considerando que, uma vez realizado, abrilhantaria ainda mais a reputação da universidade.
“Science and Civilization in China” [Ciência e Civilização na China] teria sete volumes, e Needham acreditava que poderia escrevê-lo “num prazo relativamente curto para uma obra acadêmica: dez anos”.
Na verdade, tomou quatro vezes mais tempo, e, quando o autor morreu, em 1995, já contava 15 mil páginas. Empreendimento hercúleo, como se vê, que transformou radicalmente a percepção ocidental quanto ao papel da China na história da civilização.
O volume de trabalho envolvido era imenso: de saída, ler e classificar milhares de documentos sobre os mais variados assuntos; em seguida, organizar tudo de modo claro e persuasivo, e por fim apresentar algumas respostas à “pergunta de Needham”. Várias pessoas o auxiliaram no percurso (em particular, sua amante chinesa), mas a concepção de base, e boa parte do texto final, se devem exclusivamente a ele.
Monumento
Needham não publicou uma linha de bioquímica durante os últimos 30 anos de sua carreira.
Tampouco tinha formação acadêmica em história das ideias -mas isso não o impediu de, com talento e disciplina, redigir uma das obras mais importantes do século 20.
Se tivesse sido atrapalhado por exigências burocráticas, se tivesse de orientar pós-graduandos, se a editora o pressionasse com prazos ou não o deixasse trabalhar em seu ritmo (o primeiro volume levou seis anos para ficar pronto), teria talvez escrito mais um livro interessante, mas não o monumento que nos legou.
O que estes exemplos nos ensinam é que um trabalho intelectual de grande alcance só pode ser feito em condições adequadas -e uma delas é a confiança dos que decidem (e manejam os cordões da bolsa) em quem se propõe a realizá-lo.
Tal confiança envolve não suspeitar que tempo longo signifique preguiça, admitir que pensar também é trabalho, que a verificação de uma ideia-chave ou de uma referência central pode levar meses -e que nada disso tem importância frente ao resultado final.
Em tempo: um dos motivos encontrados por Needham para o estancamento da criatividade chinesa a partir de 1500 foi justamente a aversão de uma estrutura burocrática acomodada na certeza de sua própria sapiência a tudo que discrepasse dos padrões impostos.
Enquanto isso, na Europa (e depois na América do Norte) a inovação era valorizada, eo talento individual, recompensado. Nas palavras de um sinólogo citado no fim do livro, o resultado da atitude dos mandarins foi que “o incentivo se atrofiou, ea mediocridade tornou-se a norma”. Seria uma pena que, em nome da produtividade medida em termos somente quantitativos, caíssemos no mesmo erro.
(FSP, Caderno Mais!, 9/5/2010)
WILSON ET LA RUSSIE MAXIMAL
Par Antonio Gramsci
Existe na história uma lógica superior aos fatos contingentes, superior à vontade dos indivíduos isolados, à atividade dos grupos particulares, ao contributo da laboriosidade das nações. Isto não significa que estas vontades, estas atividades, estes contributos sejam esforços vãos, tentativas falazes de iludidos que julgam poder subtrair-se e até impor-se à fatalidade dos acontecimentos.
A eficácia criadora da vontade e das iniciativas humanas está condicionada no espaço e no tempo. O que aparece diante nossa freqüentemente não é senão a imagem vã da vida. As nossas paixões e desejos empurram-nos a interpretar os acontecimentos particulares duma maneira e não de outra. E que estas interpretações tornam-se por sua vez determinantes da história, suscitadoras de laboriosidade ativa, mesmo quando numa zona restrita e com pequenos fatos. Entretanto, no colossal embate de tantas atividades contrastantes, que se elidem ou se integram, a vida prossegue, implacável, segundo uma linha resultante destas elisões e interrogações. Só depois podemos julgar, e este depois é mais ou menos futuro quanto mais extensas e grandes são as forças que entrechocam, quanto mais fundos são os estratos de humanidade que participam na atividade social.
Há na história derrotas que mais tarde aparecem como luminosas vitórias, presumíveis mortos que depois têm feito falar de si fragorosamente, cadáveres de cujas cinzas a vida renasceu mais intensa e produtora de valores.
Os homens em particular, os grupos particulares podem ser derrotados, podem morrer, até pode desaparecer a recordação deles. Porém não morre a sua atividade positiva, não morre o seu pensamento se interpretou uma aspiração racional da consciência humana. Antes se difunde, torna-se energia de multidões, transforma-se em costume. E vence, afirma-se vitorioso.
Freqüentemente, quem parecia ter compreendido e vencido, torna-se herdeiro do adversário, substitui-o inconscientemente na sua missão. O Medievo cristão foi-se revelando progressivamente como integrador e continuador da civilização romana a quem, não obstante, os literatos consideravam como seu execrável coveiro.
Uma grande afirmação de cultura não se realiza num ano, em seis meses. Devem renunciar por isso os seus fautores à ação? A história tem tanta necessidade de mártires e vencidos como de triunfadores. Alimenta-se com o sangue dos heróis e com o sacrifício anônimo das multidões. Quem pode julgar duma olhadela, uma derrota e uma vitória, um sacrifício e uma imbecilidade? Mas no mundo há mais levianos e imbecis do que de pessoas inteligentes e homens sérios. E o hoje, a necessidade do hoje, obriga à injustiça, ao torpor, à malícia. É inútil qualquer reprovação. Só lhe reconhecemos o mérito depois do fato consumado. Muitos burgueses amaldiçoam ainda o jacobinismo francês da Grande Revolução, e não estão convencidos ainda de que sem aquela violência, sem aquelas monstruosas injustiças, sem aquele correr sangue, mesmo sangue inocente, eles ainda seriam servos e as suas mulheres as meretrizes dos senhores feudais, antes de serem as suas mulheres.
Formaram-se novas harmonias, sínteses de vida mais elevada e humana. Transformaram-se as opiniões sob o aguilhão de imperiosas necessidades, aproximam-se duma idéia já desprezada, ora porque não entendida, ora porque não politicamente ambientada. Dão-se conversões sem provas lógicas da passagem.
Primeiro, são poucos os indivíduos que vibram sob as correntes ideais que a grande massa não acolhe. Mas, esses poucos se vão multiplicando, disseminados no grande espaço do mundo civil; pressionam grupos e partidos. Dão-se oscilações de opinião até que todo um estrato social, uma classe, uma camada difusa se eleva a compreensão, apropria-se duma idéia. Revelam-se novas relações entre as ideologias ea economia. Camadas produtivas que tinham sido sacrificadas, reprimidas, em benefício dos grupos dominantes, reforçam-se, transformam-se em plataforma duma nova orientação política, desenvolvem-se, absorvem a ação e dão consistência a novas realidades.
A comoção de idéias, provocada pela guerra, revelou duas forças novas: o presidente Wilson e os maximalistas russos. Ambos representam o último elo lógico das ideologias burguesas e proletárias.
O presidente Wilson arrecada nestes dias os testemunhos da maior simpatia. É ele um homem do fato consumado. A sua obra é de correção, de integração dos valores burgueses. É um chefe de Estado, dirige um organismo social que existia já antes da guerra, que se reforçou e se disciplinou mais na guerra.
No entanto o reconhecimento da sua utilidade demorou três anos a afirmar-se. Os seus programas foram escarnecidos, vituperaram-no, chamaram-lhe hipócrita, oco. Agora começa a revisão das opiniões. Um formoso livro de Daniel Halévy, [1] que recolhe documentos do seu pensamento e da sua atividade política, é ocasião para a publicação de elogiosos artigos. As qualidades que ontem eram negativas são hoje prova de solidez. Giovanni Papini [2] (eo seu testemunho tem valor, pois Papini, com os seus caprichos, as suas desigualdades, com o seu bizarro engenho, que tanto produz agudíssimas e precursoras verdades como banais remendas de palavras, está perto do burguês médio italiano, antecipa a opinião media burguesa italiana) teria chamado a Wilson há dois anos, “suíço por escolha”, “castrado”, fastidioso orador, tal como chamou a Romain Rolland, [3] tão próximo espiritualmente do presidente americano. Agora, Papini exalta em Wilson o puritanismo, o ser professor, pregador de princípios e de máximas morais, e aproxima-o dos maiores homens de Estado da história: do magnífico Lourenço de Médici, de Marco Aurélio, de Frederico o Grande, de Júlio César, homens de pensamento e acção, ideólogos e realizadores.
O reconhecimento da utilidade histórica dos maximalistas russos, ou melhor, do maximalismo russo, desde logo, não podia vir já, imediatamente; provavelmente não virá sequer no decurso da guerra nem logo após o advento da paz. No entanto sentimos que acontecerá sem dúvida, que a história reserva ao maximalismo russo um lugar de primeira ordem, tanto mais superior ao dos jacobinos franceses quanto o socialismo é superior às ideologias burguesas.
O maximalismo russo é a Rússia mártir, é o sacrifício duma nação a uma idéia, para que esta não morra e salve a humanidade. O martírio da Rússia esclareceu já muitas mentes, elevou o nível político das nações, fez triunfar já alguns daqueles princípios com os quais os Estados terão que contar quando se fizer a paz. O futuro das nações e dos povos ficará a dever aos maximalistas russos as maiores garantias de paz que certamente estarão asseguradas. Os maximalistas russos encontraram uma nação esgotada, desorganizada, desfeita completamente. Em seis meses afirmaram as ruínas, fizeram com que a humanidade russa desse o que só podia dar: uma deslumbrante luz ideal, que revigorou muitos espíritos e fez reencontrar a consciência a multidões perdidas na cegueira do frenesi bélico. O programa de Wilson, a paz das nações, concretizar-se-á só pelo sacrifício da Rússia, pelo martírio da Rússia. Entre as ideologias médias da burguesia italiana, francesa, inglesa, alemã eo maximalismo russo há um abismo; mas a distancia foi encurtada, aproximou-se do último elo lógico burguês, do programa do presidente Wilson. O presidente Wilson será o triunfador da paz; mas para triunfar foi necessário o martírio da Rússia. Wilson sentiu-o e prestou-lhes homenagem a aqueles que, no entanto, são também os seus adversários.
( Onze linhas censuradas ).
Notas:
[1] Daniel Halévi (1872-1962) foi historiador e ensaísta francês. Autor de La Fin des notables e La République des ducs .
[2] Giovanni Papini (1881-1956), escritor italiano fundador com Giuseppe Prezzolini, Giovanni Vailati e Mario Calderoni da revista Il Leonardo onde verteu muitas das suas idéias filosóficas e estéticas. Entre as suas obras são de destaque: O Demo ( Il diavolo ), Gog , coleção de contos filosóficos que, na opinião da crítica européia a sua melhor obra, História de Cristo ( Storia di Cristo ) ea sua autobiografia Um Homem Acabado ( Un uomo finito ). Aderido ao fascismo em 1935, obtém a cátedra de literatura italiana da Universidade de Bolónia e publica o primeiro e único volume da História da Literatura Italina ( Storia della letteratura italiana ) que dedica ao Duce, amico della poesia e dei poeti .
[3] Romain Rolland (1866 – 1944) novelista, biógrafo e músico.francês. Prémio Nobel de Literatura em 1915. Escreveu biografias: Vie de Beethovem, 1903; Mahatma Ganghi , 1924, e dous ciclos de romances: Jean-Christophe em dez volumes, 1904-1912, L'Âme enchantée em sete volumes, 1922-1934.
Primeira Edição: Texto não assinado, “ Il Grido del Popolo”, 2 de Março de 1918.
Fonte : Wilson y los maximalistas rusos, em: Revolución rusa y Unión Soviética, Ediciones R. Torres, Barcelona, 1976, págs. 29-33.
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Fabio Konder Comparato en doute la portée de la loi d'amnistie pour les cas de torture et de crimes communs
Action proposée par l'Association du Barreau du Brésil (OAB) remettre en cause le champ d'application de la loi d'amnistie pour les cas de crimes de droit commun et de torture commis par des agents de l'Etat et des civils pendant la dictature militaire (1964-1985).
Vidéo qui apporte les arguments oraux du représentant judiciaire du Conseil fédéral de l'Association du Barreau du Brésil, Fabio Konder Comparato, faisant valoir que la loi d'amnistie ne s'applique pas aux fonctionnaires qui, dans l'exercice de fonctions publiques, entre autres, sont accusés de crimes , la disparition forcée, la pudeur, viol et d'agression des lésions corporelles. Comparato Fabio discours assassiner commence à 17 minutes et 40 secondes de vidéo.
ITALIA E SPAGNA
Par Antonio Gramsci
Cos'è il fascismo, osservato su scala internazionale? È il tentativo di risolvere i problemi di produzione e di scambio con le mitragliatrici e le revolverate. Le forze produttive sono state rovinate e sperperate nella guerra imperialista: venti milioni di uomini nel fiore dell'età e dell'energia sono stati uccisi; altri venti milioni sono stati resi invalidi; le migliaia e migliaia di legami che univano i diversi mercati mondiali sono stati violentemente strappati; i rapporti tra città e campagna, tra metropoli e colonie, sono stati capovolti; le correnti d'emigrazione, Che ristabilivano periodicamente gli squilibri tra l'eccedenza di popolazione e la potenzialità dei mezzi produttivi nelle singole nazioni, sono state profondamente turbate e non funzionano piú normalmente. Si è creata un'unità e simultaneità di crisi nazionali che rende appunto asprissima e irremovibile la crisi generale. Ma esiste uno strato della popolazione in tutti i paesi — la piccola e media borghesia — che ritiene di poter risolvere questi problemi giganteschi con le mitragliatrici e le revolverate, e questo strato alimenta il fascismo, da gli effettivi al fascismo.
In Ispagna l'organizzazione della piccola e media borghesia in gruppi armati si è verificata prima che in Italia, è stata iniziata già negli anni 1918 e '19. La guerra mondiale ha piombato in una crisi terribile la Spagna prima che gli altri paesi: i capitalisti spagnoli avevano infatti saccheggiato Il paese e venduto tutto il vendibile già nei primi anni della conflagrazione. L'Intesa pagava meglio di quanto potessero pagare i consumatori poveri spagnoli, ei proprietari vendettero all'Intesa tutta la ricchezza e la merce che avrebbe dovuto servire alla popolazione nazionale. La Spagna già nel 1916 era uno dei paesi europei piú ricchi finanziariamente, ma piú poveri di merci e di energie produttive. Il movimento rivoluzionario divenne impetuoso, i sindacati organizzarono la quasi totalità della massa industriale, gli scioperi, le serrate, gli stati d'assedio, lo scioglimento delle Camere del lavoro e delle Leghe, gli eccidi, le fucilate nelle strade divennero il tessuto quotidiano della vita politica. Si formarono i fasci (i somaten ) antibolscevichi; essi si costituirono inizialmente, come in Italia, com personale militare, preso dai clubs ( juntas ) degli ufficiali, ma rapidamente allargarono le loro basi, fino ad arruolare, come a Barcellona, 40.000 armati. Seguirono la stessa tattica che i fascisti in Italia: aggressione dei capi sindacalisti, violenta opposizione agli scioperi, terrorismo contro le masse, opposizione a ogni forma organizzativa, aiuto alla polizia regolare nelle repressioni, negli arresti, aiuto ai crumiri nelle agitazioni di sciopero e nelle serrate. Da tre anni la Spagna si dibatte in questa crisi: la libertà pubblica è sospesa ogni quindici giorni, la libertà personale è divenuta um mito, i sindacati operai funzionano in gran parte clandestinamente, la massa operaia è affamata ed esasperata, la grande massa popolare è ridotta in condizioni di selvatichezza e di barbárie indescrivibili. E la crisi si accentua, e si è ormai giunti all'attentato individuale.
La Spagna è un paese esemplare. Essa rappresenta una fase che tutti i paesi dell'Europa occidentale attraverseranno, se le condizioni economiche generali si manterranno come oggi, con le stesse tendenze odierne. In Italia attraversiamo la fase attraversata dalla Spagna nel 1919: la fase dell'armamento delle classi medie e dell'introduzione, nella lotta di classe, dei metodi militari dell'assalto e del colpo di sorpresa. Anche in Italia la classe media crede di poter risolvere i problemi economici con la violenza militare; crede di sanare la disoccupazione con le revolverate, crede di calmare la fame e di asciugare le lacrime delle donne del popolo con le raffiche di mitragliatrice. L'esperienza storica non vale per i piccoli borghesi che non conoscono la storia; i fenomeni si ripetono e si ripeteranno ancora negli altri paesi, oltre che in Italia; non si è ripetuto in Italia, per il partito socialista, ciò che già da qualche anno si era verificato in Austria, in Ungheria, in Germania? L'illusione è la gramigna piú tenace della coscienza collettiva; la storia insegna, ma non ha scolari.
Non firmato, “ L'Ordine Nuovo” , 11 marzo 1921, 1, nº 70.
Note des habitants de taudis DE NITEROI
Nota dos moradores de favelas, movimentos sociais e parlamentares progressistas criticando a omissão dos governantes diante da situação trágica que se abateu sobre Niterói. Cabe dizer que estes mesmos governantes continuam tratando as tragédias que atingem a população como se fosse um “justo castigo” para a condição de existência daquelas pessoas. Absurdo!!!
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Nós, moradores de favelas de Niterói, fomos duramente atingidos por uma tragédia de grandes dimensões. Essa tragédia, mais do que resultado das chuvas, foi causada pela omissão do poder público. A prefeitura de Niterói investe em obras milionárias para enfeitar a cidade e não faz as obras de infra-estrutura que poderiam salvar vidas. As comunidades de Niterói estão abandonadas à sua própria sorte.
Enquanto isso, com a conivência do poder público, a especulação imobiliária depreda o meio ambiente, ocupa o solo urbano de modo desordenado e submete toda a população à sua ganância.
Quando ainda escavamos a terra com nossas mãos para retirarmos os corpos das dezenas de mortos nos deslizamentos, ouvimos o prefeito Jorge Roberto Silveira, o secretário de obras Mocarzel, o governador Sérgio Cabral eo presidente Lula colocarem em nossas costas a culpa pela tragédia. Estamos indignados, revoltados e recusamos essa culpa. Nossa dor está sendo usada para legitimar os projetos de remoção e retirar o nosso direito à cidade.
Nós, favelados, somos parte da cidade ea construímos com nossas mãos e nosso suor. Não podemos ser culpados por sofrermos com décadas de abandono, por sermos vítimas da brutal desigualdade social brasileira e de um modelo urbano excludente. Os que nos culpam, justamente no momento em que mais precisamos de apoio e solidariedade, jamais souberam o que é perder sua casa, seus pertences, sua vida e sua história em situações como a que vivemos agora.
Nossa indignação é ainda maior que nossa tristeza e, em respeito à nossa dor, exigimos o retratamento imediato das autoridades públicas.
Ao invés de declarações que culpam a chuva ou os mortos, queremos o compromisso com políticas públicas que nos respeitem como cidadãos e seres humanos.
Comitê de Mobilização e Solidariedade das Favelas de Niterói
Associação de Moradores do Morro do Estado
Associação de Moradores do Morro da Chácara
SINDSPREV/RJ
SEPE – Niterói
SINTUFF
DCE-UFF
Mandato do vereador Renatinho (PSOL)
Mandato do deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL)
Associação dos Profissionais e Amigos do Funk (APAFUNK)
Movimento Direito pra Quem
Coletivo do Curso de Formação de Agentes Culturais Populares
ELEITORALISMO
Par Antonio Gramsci
O companheiro Cerri, ao expor as razões do seu abstencionismo, confunde o fato contingente da participação nas eleições com a “fé” parlamentarista.
Ele, como os demais companheiros da seção turinesa, baseia-se numa errada interpretação do programa do Congresso de Moscou da III Internacional [1] .
O programa polemiza com as auto-intituladas tendências revolucionárias que ainda não compreenderam o verdadeiro caráter da ditadura do proletáriado e acreditam possível a existência simultânea do soviete do parlamento, ou seja, da ditadura do proletariado e da ditadura burguesa, do socialismo e da “democracia”.
Em suma o programa de Moscou refere-se àqueles países (Alemanha e Áustria) onde existe um sistema soviético; onde os socio-democratas de direita defendem a Constituinte contra os sovietes e convidam os proletários a apoiar o parlamento como o único órgão que pode realizar o socialismo; e onde os centristas (kautiskianos, etc.) tentam fazer com que o parlamento “legalize” os sovietes para chegar a um sistema estatal com duas câmaras, uma política (o parlamento), outra econômica (o congresso dos sovietes).
Na Itália, ainda não existem os sovietes, ou melhor, nem mesmo se iniciou o processo para sua formação orgânica.
Abster-se nas eleições parlamentares não tem um significado sovietista, não tem o valor de “escolha”.
Enquanto não for possível escolher, não podemos nos abster de participar das eleições parlamentares, nas quais as forças políticas se dividem e medem forças.
Enquanto não existirem os sovietes, a palavra de ordem “todo poder aos sovietes” é vazia e pode ser perigosa para o êxito da revolução, já que pode desacreditar o próprio movimento sovietista.
Notas:
[1] Trata-se do 1º congresso da Internacional Comunista, realizado em Moscou e março de 1919.
Alessandro Cerri, que não foi possível identificar, era provavelmente um integrante da corrente abstencionista de Amadeo Bordiga , que pregava a não participação nas eleições.
Escrito em : 1919
1ª Edição: Avanti!, ed. piamontesa, 23 de agosto de 1919
Transcrição e HTML de: Pablo de Freitas Lopes para MarxistsInternetArchive, dezembro de 2006.
Direitos de Reprodução: ©Editora Civilização Brasileira
Gramsci Y LA CULTURE DE CRISE DEL 900: EN BUSCA de la Comunidad
Por Juan Carlos Portantiero
Trabajo presentado en el Convegno Internazionale di Studi “Gramsci e il Novecento”, organizado por la Fondazione Instituto Gramsci en Cagliari (Italia), del 15 al 18 de abril de 1997.
Si hubiera que encontrar, entre tantos otros, un rasgo para definir la crisis cultural del 900, ese podría ser el sentimiento, en la conciencia de la intelectualidad, de la pérdida de la noción de totalidad de la vida. Nietzsche -tan influyente en la maduración del pensamiento de Max Weber- fue el máximo profeta de esos tiempos de desencantamiento, de fragmentación, de disgregación. Dos empresas teóricas buscaron superar las fracturas de la desintegración: la sociología académica en los tiempos de su segunda fundación (hasta llegar a mediados de los 30 a la construcción del edificio conceptual de Parsons) y el llamado “marxismo occidental” emblematizado en las figuras de Geörgy Lukács y Antonio Gramsci.
La relación entre ambas corrientes emergentes de la crisis jamás fue pacífica: Lukács, por ejemplo, pasó de ser en su juventud uno de los discípulos dilectos de Weber -con huellas muy hondas de esa influencia en Historia y conciencia de clase- al libelista injusto de La destrucción de la razón y Gramsci jamás dejó de demostrar su desprecio intelectual por la sociología, como lo demuestran varios fragmentos de los Cuadernos de la cárcel. Sin embargo y pese a la diversidad de las respuestas que propusieron, sociología y marxismo occidental compartieron un campo común de preocupaciones en el combate contra el utilitarismo y el individualismo y en la identificación de un malestar social acerca del cual el credo positivista no podía dar respuesta. Y en esa perspectiva tanto Lukács (el de Historia y conciencia de clase) cuanto Gramsci, en el derrotero total de su pensamiento, fueron quienes desde el marxismo lograron reformularse algunas de las preguntas originales de la nueva sociología, en una clave diferente a la de la naturalización de lo social propuesta por la ortodoxia kautskiana o por el programa de Lenin explicitado en sus textos de fines de siglo contra el populismo, sin olvidarnos del Manual de Bujarin (1) que mereció, tanto por parte de Lukács cuanto de Gramsci, críticas severas.
El remplazo de la totalidad por la fragmentación, de las certezas por la incertidumbre (recuérdense las páginas estremecidas de Stefan Zweig en El mundo de ayer), del optimismo racionalista por el malestar psicológico y por la inquietud social como derivados inevitables de la doble revolución decimonónica -industrial y democrática- tematizada por Nisbet en su libro clásico sobre la formación de la sociología, (2) contribuirían a un replanteo de la noción de comunidad como respuesta al mundo escindido del contrato y del intercambio generalizado que servía de trama para el concepto de asociación.
La historia de ese redescubrimiento es inseparable de la obra de Ferdinand Tönnies, un precursor injustamente olvidado sin cuyo aporte es difícil comprender la trayectoria intelectual que abarca a Durkheim, Weber, a los estudios empíricos de la llamada Escuela de Chicago y que culmina en la tipología de pattern variables de Parsons como sustento de las modernas teorías de la modernización, pero que hunde sus raíces en Marx a quien Tönnies -un socialista independiente que en 1932 como respuesta al nazismo se afilia a la socialdemocracia- le dedica en 1921 un estimulante libro. (3)
El punto de partida es la publicación en 1887 de su clásico Gemeinschaft und Gesellschaft que llevaba el sugerente subtítulo de “Tratado del comunismo y del socialismo como formas empíricas de la vida social”. Sus tesis son menos conocidas de lo que creen quienes incorrectamente adscriben a Tönnies a una suerte de neorromanticismo nostálgico. Para Tönnies comunidad y asociación son dimensiones analíticas que responden a lazos sociales que se dan en todas las sociedades: si la comunidad alude a las raíces morales de la convivencia, la asociación funciona como premisa del progreso. Su ideal era la articulación entre ambas a favor de una armonía entre el altruismo de un comunismo original y el empuje civilizatorio de un socialismo anclado en la práctica asociativa moderna.
La tipología de Tönnies y sobre todo la perspectiva moral que la sostenía, pertenecían al clima de época como parte de la hostilidad hacia al individualismo tanto por impulso de la nueva historiografía que comenzaba a ver con ojos distintos a los del Iluminismo la herencia del Medioevo, cuanto, desde Hegel en adelante, por la crítica al modelo contractualista de relación humana que se había impuesto en la filosofía de la modernidad a partir de Hobbes. Si la Ilustración había consagrado el reinado del individuo, el pensamiento social comenzaría a virar su mirada hacia los grupos, en la perspectiva conservadora de Comte o en la reivindicación de la clase obrera como sujeto transformador de la sociedad en el enfoque de Marx.
EL 900 Y LA REFUNDACION DE LA SOCIOLOGÍA
H. Stuart Hughes ha trazado en Conciencia y sociedad un panorama agudo sobre el clima cultural en que habrá de tener lugar la reorientación del pensamiento social occidental entre 1890 y 1930. (4) Para el caso de la sociología dos fueron, sin dudas, los personajes centrales: Max Weber y Emile Durkheim, y los dos, provenientes de tradiciones diferentes e instalados sobre realidades sociales también disímiles, convergerán, sin embargo, en retomar la temática central de Tönnies en el marco de programas de investigación, empírica y metodológica, más vastos, hasta lograr diseñar los puntos de partida para una segunda fundación de la sociología.
Las últimas décadas del siglo XIX marcarán un profundo punto de ruptura en la imagen predominante sobre lo social, hasta entonces tensionada entre la visión optimista del progreso -herencia de la Ilustración- y la crítica romántica y de raíz conservadora que idealizaba un pasado de armonía comunitaria basada en las tradiciones.
El nuevo escenario estaría marcado por la emergencia de las masas urbanas que, si bien habían protagonizado ya grandes episodios de movilización, como los de 1848 y 1871, comenzarían a encontrar, hacia finales de siglo, el encuadre organizativo de los pujantes partidos socialistas y del sindicalismo. El tema de las multitudes urbanas, del industrialismo y sus conflictos y de los excesos del individualismo que, al romper los lazos tradicionales de solidaridad, opacarían la noción de persona para generar una secuencia perversa entre individuo alienado y masas en disponibilidad, habrá de ser el foco de las preocupaciones que germinarán en el pensamiento no sólo de Tönnies sino también de Maine, Simmel, Durkheim y Weber. Podría afirmarse que esos mismos temas eran los preminentes en la obra de los llamados contrarrevolucionarios del tipo de Bonald o Maistre, pero la semejanza sería superficial. Estos no iban más allá de un enfoque nostálgico sobre los tiempos pasados; ciertamente eran capaces de advertir, frente al optimismo iluminista, los problemas humanos de la nueva organización social posrevolucionaria, pero los remedios propuestos no superaban los límites utópicos de la restauración imaginaria de la vida medieval. Distinta fue la propuesta de los fundadores de la sociología moderna.
En todos ellos aparece como premisa central la dicotomía original de Tönnies: del status al contrato en Maine; de la solidaridad mecánica a la solidaridad orgánica en Durkheim; de la autoridad tradicional a la legal-racional en Max Weber. En cada caso esta secuencia ideal-típica intentaba dar cuenta del pasaje de lo simple a lo complejo, de lo no diferenciado a lo diferenciado, de lo homogéneo a lo heterogéneo en la evolución de las sociedades ocidentales bajo el impulso poderoso del desarrollo capitalista. Pero esa descripción de los nuevos problemas no significaba una apología del pasado: antes bien, se proponía como un diagnóstico para entender el malestar de la modernidad y aun -sobre todo en Durkheim- como una terapéutica para resolverlo en el futuro.
LA SOCIEDAD COMO DIOS SECULAR
Veamos el programa de Durkheim. Está claro que su punto de partida es el temor por el deterioro de los lazos sociales que corroen la cohesión y transforman al individuo en un ser desamparado. Descartada la ficción contractualista que imagina a la sociedad como un agregado racional de voluntades libres: ¿desde qué basamentos, entonces, fundar la solidaridad, reconstruir una totalidad moral? La respuesta -teórica y metodológica- fue la reificación de lo social, la postulación de la sociedad como un dios oculto, externo y coercitivo.
Si es cierto que un campo disciplinario no se constituye hasta tanto no elabora conceptualmente su objeto de conocimiento, la gran aportación de Durkheim fue esta “invención” de la sociedad como objeto autónomo y exterior a los hombres, como un mundo de representaciones morales dentro de las cuales el individuo era capaz de socialización. En este terreno de cruce entre objetividad y subjetividad -plataforma de un aporte teórico que posteriormente las teorías antropológicas del rol, en Radcliffe Brown y Malinowski, profundizarían a través de la lectura que Parsons hiciera de Weber- Durkheim colocaba la piedra fundamental para resolver la paradoja kantiana sobre la “insociable sociabilidad” de los hombres más allá del marco ya superado del contractualismo liberal.
En un párrafo luminoso de Sociologie et Philosophie (una recopilación hecha en 1924 de escritos anteriores) Durkheim resume la premisa de su proyecto: “Kant postuló a Dios, dado que sin esta hipótesis la moral es ininteligible. Nosotros postulamos una sociedad específicamente distinta de los individuos, puesto que de otro modo la moral carece de objeto y el deber no tiene raíces”. (5)
Esta exterioridad de lo social, así definida, servía para dos propósitos: uno, ya aludido, el de la posibilidad de construcción de una moralidad laica capaz de cohesionar a la sociedad en un momento de cambios rápidos y profundos de la vida colectiva; otro, motivado por la voluntad durkheimiana de dotar a la sociología del estatuto adquirido por las ciencias de la naturaleza, el de otorgarle un objeto de investigación. Con este doble movimiento -sintetizado en la conocida premisa de que los hechos sociales debían ser considerados como cosas- Durkheim abrazaba los objetivos que se plantea la ciencia experimental para la institucionalización de una disciplina y, a la vez, los puntos de partida para la reconstrucción de una moralidad cívica en los tiempos de zozobra de finales del siglo. Sobre este último aspecto me detendré.
CRISIS Y QUIEBRA DE LA SOLIDARIDAD
La palabra-clave de Durkheim es solidaridad. En ese sentido el diagnóstico que traza sobre la sociedad de su tiempo ha de remarcar, centralmente, la presencia de una crisis de los vínculos comunitarios. Por ello, su sociología es, a la vez, una sociología del orden (como lo ha repetido hasta el cansancio la decodificación estructural funcionalista de los temas durkheimianos) pero también una sociología de la crisis, en un momento -el del 1870/1918- de mutación epocal. Tanto Durkheim cuanto Tönnies, Weber o Simmel (hasta llegar a Parsons, su corolario lógico-empírico) escriben una sociología que no es sino la filosofía social de la modernidad, tensionada entre la ruptura y la integración.
La puerta de entrada que problematiza esa secuencia entre crisis y orden es la brusca emergencia de masas y los nuevos conflictos que esa situación plantea cuando “las masas dejan de ser un objeto pasivo de administración” (Weber) o cuando [...] “los grupos sociales” [...] “por el solo hecho de unirse modifican la estructura política de la sociedad” (Gramsci). El tema de las nuevas masas urbanas y de su movilización resulta teóricamente omnipresente desde finales del siglo XIX hasta llegar, rápidamente, a transformarse en el signo identificatorio de la nueva sociedad, desde los iniciales temores de Tocqueville o Stuart Mill hasta las visiones cargadas de un pesimismo aún más catastrófico en Le Bon o Burckhardt, para no insistir con Nietzsche, su máximo profeta.
El racionalista Durkheim compartirá también esa inquietud. Desde su texto inicial, La división del trabajo social (1893) hasta Las formas elementales de la vida religiosa (1912) pasando por El suicidio (1897), toda su obra tiende a indagar sobre la reconstrución de los lazos de solidaridad en las condiciones de una sociedad crecientemente compleja. El punto de partida es la crítica a la concepción contractualista del vínculo social tal cual aparece en el individualista y utilitarista Spencer. Para Durkheim la cohesión social (en otras palabras, su respuesta a la pregunta hobbesiana sobre el orden) no podría explicarse por los beneficios que las partes obtienen tras un acuerdo contractual pues, dado que los intereses son inestables, el resultado sería la anomia, la impredictibilidad de los comportamientos y en consecuencia el caos social. No es que el mundo del contrato desaparezca, sino que los que deben ser indagados son “los aspectos no contractuales del contrato”, esto es, los elementos culturales y normativos que lo permiten y que por lo tanto son previos a él. La trama de esos elementos configura una suerte de condición de sociabilidad como una realidad orgánica sui generis, como una conciencia colectiva (superior y diferente a la suma de las voluntades de cada uno, en términos de Rousseau) que opera sobre los individuos interiorizando las normas.
Así, la transición de las sociedades tradicionales a las sociedades modernas es vista como un pasaje de construcción de normatividad que va desde las formas mecánicas de la solidaridad, que actúan a partir de la semejanza, hasta las formas orgánicas propias de las grandes sociedades urbanas, industrializadas y de masas, que lo hacen desde la diferencia y que por lo tanto requieren grados más altos de institucionalización de la conciencia colectiva, dado el mayor espacio que dejan para la iniciativa individual. Este esquema, que aparece ya en su primer gran texto de 1893, se especificará programáticamente en el conocido prefacio que escribe en 1902 para la segunda edición de La división del trabajo social bajo el título de “Algunas indicaciones sobre los grupos profesionales”. Allí aparecen una serie de recomendaciones prácticas -anticipo en cierto modo de lo que la ciencia política desarrollará luego bajo la rúbrica general de “neocorporativismo”- como remedio institucional para la reconstrucción de una comunidad fragmentada.
LAS BASES DE LA VIDA MORAL
Es conocido el punto de partida de su razonamiento: el estado de anomia moral y jurídica en que se encuentra la vida económica, con su secuela de conflictos y desórdenes que abonan el camino hacia la anarquía en esa esfera de la actividad colectiva. Mas, como en las sociedades modernas la función de la economía en su forma industrial ocupa un lugar central, desplazando a las funciones militares o religiosas, esa carencia de reglas en la vida económica se proyecta hacia toda la sociedad como fuente de desmoralización general. La anomia, pues, tiende a propagarse a todo el tejido social, configurando así el cuadro de la primera gran crisis de la modernidad, como fenómeno corrosivo de la cohesión e integración de sus elementos.
¿Cuál es el remedio que propone? Retomando una tradición interrumpida por la Revolución del 89, Durkheim encuentra la antigua institución de la corporación y busca recolocarla en las condiciones de la modernidad. No se trata -vale aclararlo- de una nostalgia reaccionaria hacia el pasado: Durkheim reconoce explícitamente que la destrucción de las redes corporativas tradicionales había resultado inevitable pues habían sido incapaces de dar cuenta de los cambios en las relaciones sociales, pero al desaparecer dejaban vacantes las necesidades de comunidad que, en otras condiciones, habían intentado satisfacer.
En su afán de descubrir instituciones que pudieran recomponer un mundo social escindido, Durkheim imagina a los grupos profesionales como instrumento no sólo de funciones económicas sino de influencia moral; como potenciales responsables de tareas de asistencia, de homogeneización intelectual, de educación, de vida estética y de recreación. Pero el listado de sus atributos iba más allá: las recreadas corporaciones estarían destinadas a ser una de las bases esenciales de la organización política.
Si bien Durkheim había escrito que un sociólogo no podía confundirse con un hombre de Estado, no hay manera completa de entender su pensamiento si se lo aísla de su tiempo político: el de la construcción de una hegemonía laica y democrática en el marco de la conflictuada III República amenazada por el racismo, la convulsión social y las nostalgias por el pasado bonapartista. No es exagerado pensar que cuando Durkheim hablaba de la sociedad en realidad lo hacía sobre una sociedad, como representante esclarecido de esa clase media intelectual de la Francia anterior a la guerra de 1914 que buscaba contribuir a la consolidación moral de la república, del Estado y de la nación.
ESTADO Y VOLUNTAD COLECTIVA
El proyecto teórico durkheimiano, como parte de un diseño institucional a la altura de la crisis de sentido que advierte en el traumático pasaje a la plena modernidad, se explaya en un texto publicado póstumamente, las Lecciones de sociología, subtitulado “Física de las costumbres y el derecho”, en el que se recogen cursos que Dukheim repitiera varias veces, entre 1898 y 1912, en Burdeos y París, insistencia que marca la importancia que él le daba en el conjunto de su obra. Seis de esas lecciones -desde la cuarta hasta la novena- resumen magistralmente la concepción de Durkheim sobre lo que Gramsci podría conceptualizar después como procesos institucionales de reconstrucción de hegemonía, como propuesta de “revolución pasiva”.
Su tema central es la indagación sobre la posibilidad de la democracia en las nuevas condiciones de complejidad de la sociedad industrial, incompatibles con el modelo del individualismo utilitarista liberal. A diferencia de Weber, que habrá de definir al Estado moderno por la legitimidad de los medios que utiliza, Durkheim lo hará por las funciones que cumple. El razonamiento durkheimiano acerca de los roles del Estado permite reconstruir en totalidad su visión acerca de las relaciones entre crisis y orden y nos acerca a su concepción articulada sobre la complejidad de las sociedades modernas. Es en ese aspecto donde su obra muestra sus rasgos precursores y donde un paralelo analítico con la de Gramsci -pese a la notoria diferencia de objetivos entre ambos- resulta más productivo.
La pregunta sobre el Estado tiene en Durkheim el sentido explícito de analizar el pasaje social que permite la construcción de lo que llama una “moral cívica”. El Estado no es el gobierno, entendido como conjunto de agentes de autoridad. Más aun: el Estado no ejecuta nada, a diferencia del gobierno, que sí lo hace. Cuando en sus trabajos Durkheim alude reiteradamente a la conciencia colectiva como disciplinadora social, ésta, en la línea de la “voluntad general” de Rousseau, puede adquirir las formas de una entelequia moral. Pero al hablar del Estado esa imagen adquiere otra vida. En realidad -dice- la conciencia colectiva como conjunto de sentimientos y representaciones que la sociedad elabora es difusa, oscura e indecisa. Pero hay un tipo de conciencia social específica, restringida y consciente de sus objetivos que compromete a la colectividad aunque no sea un mero reflejo de ésta. Esa forma de la conciencia es, precisamente, el Estado, concebido como -son sus palabras- “órgano del pensamiento social”. (6)
¿Cuál es, por lo tanto, su función? Su función es pensar, elaborar ciertas representaciones para dirigir (valga el énfasis) la conducta colectiva. Pero no es que su tarea sea sintetizar las ideas de la mayoría, sino la de agregar un pensamiento más meditado, por lo que su acción tiene una productividad especial. Al ubicar al individuo en una constelación de hábitos y sentimientos universales, el Estado lo libera de la prisión particularista a que lo someten los grupos secundarios, permitiéndole su participación en una moral cívica, elevándolo desde la moral profesional o corporativa. Esta función liberadora, sin embargo, podría convertirse en despótica si no tuviera -cerrando el círculo de la articulación de lo social- el contrapeso ejercido por la existencia de esos mismos grupos: las libertades individuales serían, por lo tanto, resultado del tenso equilibrio entre Estado y corporaciones.
Esta dialéctica del orden se halla, como resulta claro, muy lejos del individualismo utilitarista al poner su núcleo analítico en la relación entre grupos y Estado, pero también, bueno es aclararlo, del corporativismo fascista. Donde mejor se advertirá posteriormente su resonancia es en el pensamiento de los llamados pluralistas y teóricos del guild socialism como Laski y Cole (que seguramente recibieron la tradición durkheimiana a través del jurista León Duguit, su colega en Burdeos) y, décadas después con muchas más intermediaciones, en las teorías (y prácticas) del neocorporativismo encarnadas en el Welfare State luego de la crisis del 30.
En este marco, para Durkheim, la democracia industrial moderna se definía como la forma política en que el consenso social podía ser procesado. No podía ser considerada por el número de los que gobiernan ni menos por la subsunción total del Estado en la sociedad, sino por el grado máximo de comunicación entre la conciencia estatal y la masa de las conciencias individuales a fin de que el ciudadano pudiera potenciar su capacidad de reflexión y reconocer, con menor pasividad, la vigencia de un sistema normativo. En el entendido axiomático de que existen gobernantes y gobernados, la democracia sería aquella forma política en que los últimos tienen la información suficiente como para dar o rechazar confianza, para acordar o no acordar consenso, para incorporarse o no a una empresa colectiva.
SOCIALIZACION Y BUROCRATIZACIÓN
Muy distinta es la óptica de Max Weber, quien propondrá como mirada para la crisis del 900 la figura de una conciencia trágica, tan alejada del optimismo histórico de los socialismos como del optimismo funcional de Durkheim en cuanto a las posibilidades de articulación entre técnica y democracia. La paradoja weberiana es que nadie como él (sólo Marx resistiría la comparación) describió el canto triunfal de la expansión de la razón occidental al mismo tiempo que presentía su dramático desenlace en un mundo que mutilaría al espíritu, cualquiera fuera la forma de organización social de la economía industrial que escogiera.
Este pesimismo estructural de Weber, que las influencias de Nietzche y Dostoievsky acentuarían hasta proporcionarle una subyacente filosofía de la historia, partía de comprobar que la reconstrucción de los lazos comunitarios era imposible en un mundo escindido, de creciente racionalidad formal, en el que la emergencia de masas y la socialización creciente no generaba sino una burocratización creciente, es decir, un progresivo aislamiento entre los hombres, sometidos a una razón impersonal. Estos temores proféticos habrían de encenderse aun más tras la debacle de la primera guerra y la ola de descontento social que la siguiera, colocando a Europa (ya su Alemania) al borde de la temida demagogia de masas.
Sobre esa sensación de inseguridad Weber intentará diagramar una respuesta que desplegará en las intervenciones, tanto políticas como académicas, que realizará hasta su muerte en 1920. Nada aparece como más hostil a una idea de comunidad que los valores que se encarnan en la idea de progreso entendida como desarrollo de la razón técnica. Dicho progreso, sobre el que se consolidó la modernidad, operó un des-encantamiento del mundo, un proceso de expropiación y de concentración que ha escindidido al individuo de los medios de producción tanto sea de bienes materiales, como de conocimiento o de iniciativa política, concentrándolos en una capa especializada que constituye una “máquina inanimada”, una suerte de inteligencia objetivada, opresora sobre el hombre con la fuerza metafórica de una “jaula de hierro”. Y a medida que la invidualidad se disuelve en la masa, la burocracia se afirma en su poder de intervención, acentuando el proceso de separación.
De ninguna manera piensa Weber que esa alienación (en términos marxianos) pueda ser superada por la utopía socialista que, por el contrario, podría agravarla al supeditar al Estado burocrático todos los comportamientos privados. Tampoco lo lograría un socialismo antiestatal como autogobierno de los trabajadores, porque no estaría en condiciones de resolver las cuestiones técnicas que plantea la complejidad de la economía moderna.
La pregunta dramática que Weber se planteará recurrentemente tiene respuestas oscuras, que sin embargo él no eludirá, convencido como está de la capacidad proyectual y por lo tanto innovadora de la acción social. ¿Cómo resguardar algún resto de libertad individual dentro de esa tendencia irrefrenable hacia la burocratización? Este proceso implicó el progresivo desplazamiento de la acción comunitaria por la acción societal. Como es sabido, Weber rechazaba la posibilidad de cosificar los términos teóricos. Ni la “comunidad” ni la “sociedad” constituían realidades objetivas sino tipos de acción: los lazos sociales, las condiciones de la solidaridad, se fundan en constelaciones de intereses o de sentimientos que se forman entre los hombres. Un mismo comportamiento puede implicar una relación social de comunidad -afectiva o tradicional- o una relación social de sociedad, racional con arreglo a valores oa fines. La modernidad supone el predominio de las últimas sobre las primeras, del cálculo sobre la empatía. Su crisis adviene cuando ese impulso racional se expande hacia la burocratización total de las relaciones humanas. En este punto -razona Weber dentro de la precariedad de sus respuestas- reaparece la centralidad de la voluntad innovadora de la política, como posible reacción contra la perversa asociación entre las masas (anómicas, diría Durkheim) y la concentración de poder que se condensaba en la especialización burocrática.
No quisiera insistir ahora sobre su proyecto de reconstrucción hegemónica, en clave posliberal, que va deslizando en sus escritos políticos desde el final de la guerra, en buena medida comparables -en tanto formaban parte de un clima de época- con las propuestas durkheimianas, con las que compartían una misma convicción acerca de la muerte de la metáfora política del contractualismo liberal y de su representación individualista y utilitaria de la ciudadanía. El modelo weberiano para la reconstrucción democrática en la posguerra europea también buscaba, como en Durkheim, la concreción de una comunidad política más allá del liberalismo, en la que debían interactuar la burocracia, el parlamento, los grupos de intereses y la probabilidad carismática de la institución presidencial, en el marco de una “democracia contratada” de la que intentará ser un ejemplo el constitucionalismo republicano de Weimar.
GRAMSCI Y LA REFUNDACION DE LA SOCIOLOGÍA
Sería injusto agrupar bajo la rúbrica genérica de “antipositivismo” a la obra de los pensadores que, a caballo de dos siglos, refundaron la sociología. Entre otras cosas porque en esa clasificación incomodaría la presencia de Durkheim, aun cuando Parsons -en La estructura de la acción social, su fundamental obra de 1937- probara convincentemente un sucesivo deslizamiento del sociólogo francés hacia posiciones opuestas, como lo demuestra su último gran texto, Las formas elementales de la vida religiosa, donde la práctica religiosa, el culto alrededor de valores trascendentales, aparece como el elemento cohesivo que funda la sociedad.
Pero es, sin embargo, cierto que si entendemos la confusa palabra positivismo como sometimiento al determinismo evolucionista, en una atmósfera cultural dominada por el “darwinismo social”, la revuelta intelectual de principios de siglo puso, en su conjunto, las bases conceptuales para fundar una teoría de la acción despojada de residuos utilitaristas y naturalistas, cuyo último y paradigmático exponente habría sido el inglés Herbert Spencer.
¿Cómo reaccionó el recién instalado pensamiento marxista frente a esa polémica de época? En este punto la figura de Gramsci aparece con un rol emblemático, como el pensador socialista que encaró con mayor profundidad el mismo campo de problemas que, con otra perspectiva, fueron el núcleo de la preocupación durkheimiana y weberiana. Lo significativo de Gramsci, como exponente del llamado “marxismo occidental” en línea con Lukács, Bloch y Korsch, es el diálogo permanente que su obra mantiene con algunos puntos altos de la cultura europea de su tiempo, a diferencia de la introversión intelectual que caracterizará luego al “marxismo soviético”.
Así como Lukács dirá, en su vejez, que no estaba arrepentido de haber iniciado su conocimiento de lo social de las manos de Simmel y Weber en lugar de las de Kautsky, (7) el marxismo de Gramsci abrevará en la influencia de pensadores como Croce, Pareto, Sorel, Mosca o Michels, todos ellos colocados en el centro de la crisis del pensamiento de fin de siglo. También podrían recogerse en la formación de su mirada teórica, los ecos -no por menos explícitos menos significativos- de Weber y de Durkheim. Del primero -al margen de unas citas marginales a Economía y sociedad y La ética protestante y el espíritu del capitalismo- es particularmente importante la mención que en varios tramos de sus cuadernos de cárcel hace de Parlamento y gobierno en una Alemania reconstruida, un texto de 1918 traducido un año después al italiano, en el que Weber explaya su visión sobre las características necesarias del orden político (alemán, pero por extensión europeo) de la posguerra. Los ecos de este texto resuenan -en algún caso explícitamente- en varias referencias que Gramsci hace a los conflictos entre parlamento y burocracia en la organización política de posguerra ya la forma cesarista como expresión de la “revolución pasiva” en curso. En cuanto a Durkheim su relación es aun más indirecta pero quizá más profunda: ha sido Alessandro Pizzorno quien primero señaló sus resonancias en Gramsci, a través de la lectura que de la obra durkheimiana hiciera Sorel, sobre todo en lo que se refiere al papel de la dimensión ética en la integración de la sociedad. (8)
No tendría sentido, sin embargo, forzar esta relación intelectual teniendo en cuenta el reiterado desdén que Gramsci expresara en sus textos frente a la pretensión de la sociología por transformarse en clave interpretativa de lo social. Lo que interesa destacar, en cambio, es que dichas críticas gramscianas a la sociología coinciden, esencialmente, con las que él mismo efectuara paralelamente al marxismo de su tiempo. En ambos casos la referencia permanente es a lo que considera residuos del positivismo, del evolucionismo y, en general, a las tendencias de naturalización de lo social, ignorando -aquí sí- en relación con la refundación de la sociología, que esta crítica era compartida por sus representantes más destacados. Sintomáticamente, en clave generacional, los tópicos de la crítica gramsciana habrían de coincidir con los que levantara, en su segunda fundación, la sociología. Esta, incluyendo al marxismo dentro de la herencia positivista que rechazaba; Gramsci, desde el interior del propio marxismo, intentando superar los residuos mecanicistas que opacaban, a su juicio, lo profundo de esa tradición.
Si la sociología era para él -habiéndose detenido en Spencer y en sus émulos italianos del tipo del olvidado Achille Loria- una suerte de filosofía para no filósofos, sostenida por un vulgar evolucionismo, el marxismo de la Segunda Internacional, cargaría con una culpa semejante. Esto se ve con claridad en un repaso a la obra gramsciana, desde sus extremos juveniles en donde ni el propio Marx (como lo escribe en su conocido artículo de 1918 La revolución contra “El Capital”) se habría salvado de la contaminación positivista y naturalista, hasta sus más maduras reflexiones sobre el Manual de Bujarin, en tantos puntos coincidentes con las críticas que el mismo texto suscitara en Lukács, en una recensión publicada en el Grünberg Archiv en 1923 bajo el título de “Tecnología y relaciones sociales”.
La forma en que para Gramsci se expresaría dentro del marxismo esa tendencia a una determinista naturalización de lo social, sería la del economicismo, esto es, la “superstición” teórica que explica la totalidad de lo social como extensión lineal de los hechos de la economía. Lo importante en esta apreciación gramsciana es que los vicios del economicismo no sólo resultarían perjudiciales a la teoría sino también a la construcción de política, al combate a favor de la recomposición, en un estadio superior, de la escisión generada por el desarrollo del capitalismo.
LA HEGEMONIA INTELECTUAL Y MORAL
En el entendido de que la crisis moral no era más que una expresión de la desintegración del capitalismo, el socialismo de principios de siglo prometió un futuro de superación de la fragmentación en un mundo nuevo de totalidad reconstruida. Esa búsqueda de una comunidad auténtica que en Tönnies, Simmel, Weber o Durkheim -más allá de miradas pesimistas u optimistas- preocupará a lo más encumbrado de la conciencia intelectual, será el emblema triunfal con que los socialismos se presentarán al debate teórico e histórico. Gramsci, como uno de los exponentes más lúcidos del “marxismo occidental”, trazará líneas centrales para ese análisis, superando las trabas opuestas por lo que él consideraba una lectura reductiva y mecanicista del pensamiento de Marx, presentes tanto en las tradiciones dominantes en la Segunda y en la Tercera Internacional, sea en el social naturalismo kautskiano o en el Diamat soviético.
El eje de la búsqueda estará en su reformulación del concepto de hegemonía, esto es, en la transformación que realiza de un término operatorio de la teoría política -que incorpora el marxismo ruso de fines de siglo como complementario a una propuesta de alianza social- y que Gramsci desplazará al terreno de lo ético y cultural. (9) Para Gramsci el período histórico posterior a 1870, es decir, el que marca la transformación epocal del capitalismo como sociedad industrial y de masas, habrá de estructurarse en una articulación compleja que resume en la fórmula de “hegemonía civil”, culminación de un proceso transformista en el que el liberalismo subsume los temas de la democracia.
Para analizar y aun para superar históricamente a esa nueva forma de la dominación, resultaría insuficiente la visión simplista de una clase o un grupo que impone unilateralmente a otros su voluntad desde los aparatos del Estado. Del mismo modo, el concepto de hegemonía, aplicado a la práctica social de los sectores subordinados enfrentados al statu quo, debería ser considerado como más amplio que el liderazgo político que podría corresponderle a alguno de ellos, esto es, en términos marxistas, al proletariado vis à vis el campesinado o las capas medias de la población. Lo que la hegemonía construye es una verdadera comunidad de valores, una “voluntad colectiva”.
En esta dirección, el Estado se redefine -en relación con el canon marxista- tornándose mucho más complejo: los ejes de esa redefinición no están conceptualmente lejos de las propuestas que recordáramos de Durkheim, al menos en sus aspectos funcionales, como “órgano del pensamiento social vinculado a un fin práctico”, según palabras del sociólogo francés. Así, por ejemplo, el Estado moderno -dice Gramsci- se convierte en “educador”, en instrumento de “unidad intelectual y moral”, como complejo de relaciones sociales (él dice de “actividades prácticas y teóricas”) a través de las cuales no sólo se domina sino también se dirige a la sociedad, integrando a los gobernados en un consenso de valores universales. Es bajo esta dirección ética y cultural que, en el marco de un dado desarrollo de las relaciones sociales y económicas, se constituye un “bloque histórico” -en el que confluyen orgánicamente estructura y superestructuras- unificado por una “voluntad colectiva”.
El concepto de bloque histórico tiene para Gramsci varios alcances.
Metodológicamente, le permite constituir una categoría superadora de la dicotomía “arquitectónica” de estructura y superestructura que, naturalizada, da lugar a una relación de causalidad mecanicista, haciendo caer al marxismo en los criticados vicios del determinismo positivista. Superando esta óptica, esto es, considerando como sólo didascálica la distinción entre fuerzas materiales (“contenido”) e ideología (“forma”) y postulando una unidad compleja y contradictoria entre ambas, Gramsci pone las bases para una teoría de la acción colectiva como proceso de construcción de sentido. Un fragmento verdaderamente ilustrativo de los Cuadernos de la cárcel -subtitulado “El término catarsis”- refleja con enorme claridad la ruptura que Gramsci introduce en el marxismo del 900.
“Se puede emplear el término catarsis -escribe- para indicar el paso del momento meramente económico (o egoístico-pasional) al momento ético-político, esto es, la elaboración superior de la estructura en superestructura en la conciencia de los hombres. Ello -agrega- significa también el paso de lo objetivo a lo subjetivo y de la necesidad a la libertad. La estructura, de fuerza exterior que subyuga al hombre, asimilándolo a sí y haciéndolo pasivo, se transforma en medio de libertad, en instrumento para crear una nueva forma ético-política, en origen de nuevas iniciativas. La fijación del momento catártico deviene así, me parece, el punto de partida de toda la filosofía de la praxis; el proceso catártico coincide con la cadena de síntesis que resulta del desarrollo dialéctico”. (10)
En ese sentido, el paso del “momento económico” al “momento ético-político” se equipara al paso de lo “objetivo” a lo “subjetivo” y la relación causa-efecto presente en la visión clásica de estructura/superestructura se transforma en una relación medio-fin. La comprensión de este proceso que Gramsci califica como “momento catártico”, en el que la conciencia de los actores (no sus “caprichos individuales”, porque la acción tiene restricciones) orienta los comportamientos hacia un fin, deviene -como ha quedado señalado- “el punto de partida de toda la filosofía de la praxis”, postulación que confirma en un pasaje de su crítica al Manual de Bujarin, cuando dice que el aspecto crucial de todos los problemas del marxismo es la manera en que se trate la pregunta acerca de cómo se relaciona la estructura con la acción histórica. En ese sentido queda claro que el uso que Gramsci hace de la expresión “filosofía de la praxis” en sus cuadernos de prisión para aludir al marxismo, va más allá de una treta verbal para burlar a sus censores. Lo que quiere señalar es que la virtualidad del materialismo histórico radica en su capacidad para constituirse en punto de partida para explicar las modalidades de constitución del individuo en actor social. Con su categoría de bloque histórico, al superar la tentación implícita de mecanicismo economicista que subyace en la díada estructura/superestructura, Gramsci coloca su programa de investigación en la misma área en que la sociología de su tiermpo busca fundar una teoría no determinista de la acción.
Pero el concepto de bloque histórico tiene, además, connotaciones heurísticas en el camino a la construcción de una nueva comunidad por vía de lo que llama “subversión de la praxis”. En este punto, más allá de sus otros conceptos operacionales como los de sociedad civil, sociedad política y guerra de posiciones, consustantivos a su concepción de la hegemonía como lucha por una nueva cultura, por la construcción de una nueva voluntad colectiva, importa sociológicamente cómo Gramsci introduce, de manera original, la noción de intelectual.
Un bloque histórico, como unidad compleja de intereses materiales y de valores, no es una estructura indiferenciada sino que supone movimientos contradictorios. Es un sistema hegemónico, lo que equivale a decir -en términos de teoría sistémica- que opera como un gran reductor de complejidad, en tanto excluye (o subordina) toda una serie de posibilidades y permite la actualización de una serie definida de alternativas. Pero el sistema, a la vez, vive de la tensión entre esta tendencia a la reducción y el potenciamiento de su complejidad, lo que genera su dinámica interna de cambio. Esa posibilidad de cambio, en tanto el fatalismo histórico no existe, requiere un elemento propulsor. Y aquí aparece la función de los intelectuales como mediadores de la hegemonía y de la contrahegemonía en el interior del bloque histórico. Su papel es apuntalar la ilusión de comunidad en un mundo escindido. (11)
En un aspecto, sus apuntes para una teoría de los intelectuales pueden ser incluidos en una saga conceptual que desde Hegel hasta Weber se formula como teoría de la burocracia moderna. Esta es, al menos, una posibilidad de lectura.
El tema de los intelectuales está en Gramsci indisolublemente ligado al de la hegemonía como dirección política y cultural. En la medida en que cada grupo social, nacido en la producción económica, crea con él, orgánicamente, capas de intelectuales que le proporcionan homogeneidad y conciencia de sus fines, son éstos los encargados de ejercer las funciones tanto de hegemonía social cuanto de gobierno político, las funciones “conectivas y organizativas” en el interior del bloque histórico. Pero esta relación entre grupos sociales e intelectuales no es lineal sino compleja.
Si bien responden a la dinámica de los grupos sociales donde encuentran su origen, tienden a generar comportamientos estamentales, a considerarse a sí mismos como “el Estado”, lo que -señala Gramsci- dado el enorme número de gente que abarca la categoría, genera “complicaciones desagradables” para el grupo económico fundamental que realmente es el Estado.
Esta tendencia hacia la autonomización de la burocracia (de la dirección técnicamente adiestrada) entra en contradicción con la dirección política (partidos y parlamento) y marca, según un Gramsci explícitamente reminiscente del análisis de Weber en Parlamento y gobierno en una Alemania reconstruida, un punto de crisis en el Estado moderno, en su forma “social democrática burocrática” que ha ampliado, hasta formar “masas imponentes”, a la categoría de los intelectuales como funcionarios de la hegemonía.
Pero esta dimensión “burocrática” de la función de los intelectuales pertenece a uno de los dos grandes planos de las superestructuras: el de la sociedad política, encargada del gobierno jurídico por medio de una capa social que funda su poder en un saber especializado. Debe interesarnos también la otra dimensión de la función intelectual en la sociedad: la de constructora de consensos, de valores, de representaciones colectivas en el seno de la sociedad civil.
Si bien el Estado moderno, en la definición integral del mismo que formula Gramsci opera una reconciliación “universal” de los intereses fragmentados de la sociedad al transmutarlos como expresión de energías “nacionales”, mediante una operación de absorción cultural basada en un “consenso espontáneo” a favor de la dirección impuesta a la vida social, esa expansión llega a un punto de saturación en el que ya no está en condiciones de integrar sino que comienza un proceso de desagregación en el interior del bloque histórico. En ese momento, punto de arranque de una “crisis orgánica” -como momento en que se rompe “el aparato de gobierno espiritual”-, la voluntad colectiva estatal construida en la relación entre intelectuales “privados” y “gubernamentales”, orgánicos a los grupos sociales fundamentales, entra en tensión con la voluntad colectiva nacional-popular que viene elaborando la articulación entre intelectuales y clases subalternas.
El terreno sobre el que se construye la “voluntad colectiva nacional-popular” debe estar preparado por la dinamización de una “reforma intelectual y moral” como garantía -dice- hacia el logro de una forma “superior y total de civilización moderna”. En este punto es decisiva la función del nuevo Príncipe -el partido revolucionario-, capaz de articular en un movimiento complejo el “sentir”, el “saber” y el “comprender” sociales que constituyen el nexo operativo de la acción histórica.
Intermediada por los intelectuales, la construcción de una voluntad colectiva supone la superación del momento corporativo (que, a diferencia de Durkheim, para Gramsci no podría constituirse en trama integradora del Estado) y el ingreso al momento “político”, como esfera -dice- de “superestructuras complejas”. En las sociedades modernas esta construcción de una voluntad colectiva, que está en el centro de los procesos de hegemonía social y cultural, da lugar en el pensamiento gramsciano a un programa de investigación sobre las condiciones concretas, culturales (nacionales, especificará Gramsci), en que esos sistemas de valores pueden emerger y consolidarse históricamente. Abren, por lo tanto, la posibilidad para la discusión de una teoría de la acción no utilitarista, que en el marxismo vulgar asume la forma de “economicismo”.
David Lockwood ha mostrado que la carencia de una teoría de la acción ha sido el eslabón más débil de la cadena teórica del materialismo histórico. (12) Al no poder distinguir entre los problemas de “integración sistémica” de las sociedades y los problemas de “integración social”, relativos a la esfera de los valores que cohesionan a las mismas, la ligazón entre la dimensión funcional, que alude a las relaciones entre los subsistemas, y la dimensión sociocultural, que remite a los comportamientos de los actores, sólo podría ser establecida sobre la base de un concepto utilitarista de acción, similar al de las teorías positivistas de la acción (en términos de Parsons), donde la racionalidad individual fuera remplazada simplemente por una racionalidad de clase determinada por la “posición objetiva” de los sujetos en las relaciones de producción. Sin haber dilucidado la complejidad de este problema teórico que todavía el pensamiento marxista no ha podido resolver, no quedan dudas que, dentro de esa tradición, es en la fuente gramsciana -incompleta, asistemática- donde podrán, sin embargo, encontrarse las claves más sugestivas para un programa de investigación colocado en la misma área en que la sociología del 900 buscó fundar una teoría no determinista de la acción social.
Notas
1 Me refiero a Teoría del Materialismo Histórico, publicado por Bujarin en 1921 y que durante cierto tiempo fundó un verdadero canon del marxismo de su tiempo.
2 Robert Nisbet, La formación del pensamiento sociológico, Buenos Aires, 1969.
3 Karl Marx, His Life and Teachings, Michigan, 1974.
4 Conciencia y socieda., La reorientación del pensamiento social europeo (1890-1930), Madrid, 1972.
5 Emile Durkheim, Sociology and Philosophy, Londres, 1965, pp.51/52.
6 Emile Durkheim, Lecciones de sociología (Física de las costumbres y del derecho), Buenos Aires, 1966, passim. La primera edición en francés es de 1950.
7 Hans Holz, Leo Kofler y Wolfgang Abendroth, Conversaciones con Lukács, Madrid, 1969, p.135.
8 Alessandro Pizzorno, “Sobre el método de Gramsci” en VVAA, Gramsci y las ciencias sociales, Buenos Aires, 1974. Georges Sorel dedicó un largo ensayo a Durkheim titulado “Les theories de M. Durkheim” en los números 1 y 2 de Le devenir social (abril y mayo de 1895). Dicho texto, sin dudas el primer intento de confrontar al sociólogo francés con la tradición marxista, fue reditado en 1978: Le teorie di Durkheim e altri scritti sociologici, (Liguori, Napoli). La deuda intelectual de Gramsci con Sorel ha sido destacada por varios autores; quizás el desarrollo más completo de la cuestión se encuentra en Nicola Badaloni, Il marxismo di Gramsci, Turín, 1975.
9 Un puntual recorrido sobre la genealogía del concepto en el pensamiento marxista puede verse en el cap.1 de Ernesto Laclau y Chantal Mouffe, Hegemony and socialist strategy, Londres, 1985.
10 Antonio Gramsci, Quaderni del carcere, I, 1244, Turín, 1975.
11 Este rol de los intelectuales es enfatizado también por Weber. Al analizar la probabilidad de una acción comunitaria de clase, coloca como una de sus condiciones la presencia de una “dirección hacia fines claros que regularmente se dan o se interpretan por personas no pertenecientes a la clase (“intelectuales”)”, Economía y sociedad, I, 245, México, 1969.
12 David Lockwood, “The weakest link in the chain? Some comments on the marxist theory of action” en Research in the Sociology of Work, Vol.1, pp.435/481.
Fuente: www.elhistoriador.com.ar






























Por 7 a 2, o STF manteve a "anistia" para torturadores, estupradores e outros crimes hediondos. 